sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Missão Técnica EcoBuild Londres 2010


Caros colegas,
A nossa I Missão Técnica EcoBuild Londres 2010 acontecerá de 28 de fevereiro a 07 de março de 2010.
O pacote está pronto e contará com o meu acompanhamento e do Arquiteto Antonio Macêdo, especialista e pesquisador de Arquitetura e Construção Sustentável.

São poucas vagas e a feira realmente vale a pena.

A feira EcoBuild ocorre anualmente em Londres e tem crescido bastante, juntamente com o interesse geral em todo o mundo pelas questões relacionadas à Arquitetura e Construção Sustentável, e é hoje um dos maiores eventos do planeta na área.
Durante o evento ocorrerão diversos seminários e conferências dos quais poderemos também participar.


Como parte do programa de visitas técnicas desta missão, visitaremos edifícios com tecnologia de ponta e soluções verdes na cidade de Londres com mais profundidade e com acompanhamento adequado.

O programa prevê ainda uma extensão de dois dias a Amsterdam, a Veneza do norte, capital da Holanda.

Para reservar vaga para a Missão Técnica EcoBuild 2010, gentileza entrar em contato com a nossa operadora o quanto antes para garantir as melhores condições.
Interbusiness Tours: (11) 5585 3874 (Argemiro Villaça) ou ArqTours: (11) 9126 9968 (Arq. Raquel Palhares).
As vagas são limitadas, portanto, garanta a sua!

Roteiro:

Dia 28 de fevereiro - domingo
Em horário oportuno, encontro no aeroporto de Guarulhos em São Paulo e embarque para Amsterdam e conexão para Londres.
Dia 01 de março - segunda-feira
Chegada em Londres. Traslado, acomodação no hotel. No inicio da tarde, encontro no saguão do hotel e saída para passeio de barco pelo Tâmisa. Após o passeio de barco, caminhada pelo parque de Greenwich até a linha imaginária do meridiano de Greenwich, que divide o planeta e padroniza a distribuição dos fusos horários. Noite livre.
Dias 02 a 04 de março - terça a quinta-feira
Dias dedicados à Ecobuild e visitas técnicas guiadas exclusivas.
Dia 05 de março - sexta-feira
Dia livre. Em horário oportuno traslado para aeroporto e embarque para Amsterdam. Chegada em Amsterdam e traslado ao hotel. Restante do dia livre.
Dia 06 de março - sábado
Dia dedicado a visitas/passeio em Amsterdam.
Dia 07 de março - domingo
Em horário oportuno, traslado ao aeroporto e embarque para o Brasil. Chegada em São Paulo no final da tarde.
Hotéis:Londres: The Caesar Hotel London - http://www.derbyhotels.com/
Amsterdam: Hotel Okura Amsterdam – http://www.okura.nl/
O que está incluído:
- 04 noites de hospedagem em Londres e 2 noites em Amsterdam nos hotéis citados ou similares;- Passagem aérea KLM São Paulo / Amsterdam / Londres / Amsterdam / São Paulo, em classe econômica;- Traslados aeroporto / hotel / aeroporto em Londres e Amsterdam;- Visitas técnicas guiadas conforme programação técnica;- Seguro viagem;- Café da manhã;- Acompanhamento técnico;- Ingressos para a feira.

O que não está incluído:
- Taxas de embarque, despesas pessoais;- Entradas de museus, passeios turísticos e conferências da feira;- Tudo que não constar como incluído.

Investimento:Apto Individual: US$ 2.760,00 - Apto Duplo: US$ 2.295,00
Observações: Valores para saída de São Paulo, para grupo mínimo de 15 participantes. Valores sujeitos a alterações. Consultar a operadora sobre condições de pagamento e saídas de outras cidades.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Rally no deserto

A imagem das grandes dunas de areia, beduínos no lombo de camelos numa paisagem praticamente monocromática, andando lentamente, seguindo trilhas por dias e dias, pode transmitir, erroneamente, a idéia de monotonia ou sossego e tranquilidade para alguns. Eu imaginava assim.
Isto é o que definitivamente não trouxemos como bagagem depois deste “rally” que fizemos pelas areias de Dubai.

Dunas que pareciam alcançar mais de 30 metros de altura, e nós a bordo de carros esportivos, 4X4, já entramos empolgadíssimos (turistas...) pedindo ao motorista (Abra era seu nome) o passeio “com emoção”, pensando que estávamos diante de algo semelhante aos passeios de bugre de Natal. Cinco minutos depois de pura e profunda emoção no estômago, já começamos a pedir para que o Abra “maneirasse” um pouquinho mais...

Foram manobras radicais pelas areias fofas, descidas íngremes e velozes do topo das dunas, altas performances do nosso amigo Abra, que num inglês quase indecifrável tecia comentários e ria muito das nossas reações. Segundo comentário do próprio Abra, estava encantado por pegar um grupo de brasileiros e achando muito mais divertido do que quando tinha que conduzir para ingleses ou alemães... palavras do Abra!

Kilômetros e mais kilômetros de areia, muita, muita areia, tantas dunas e tantos tons de bege, marrom e terracota que aquela idéia inicial de monocromia (ou monotonia) que tinha do deserto evaporou naquele calorão rapidamente. São muitos tons, as sombras, alturas, volumes, com o por do sol colorindo o céu e fazendo brilhar cada grão de areia.

Para quem nunca tinha estado em um deserto antes, foi um espetáculo!

É interessante a maneira como os automóveis que fazem o passeio tem hora determinada para sair, saem em comboio, comunicam-se e seguem uma rota e direção determinada para evitar choques ou surpresas e principalmente fazer valer o espírito de cooperação e de equipe que há entre eles. Todos juntos, ajudando-se mutuamente, nunca deixam ninguém para trás, sempre sinalizando uns aos outros, sempre atentos. Muito profissionais. N aquele trecho de deserto, criaram esta mão única para o passeio. Pelo inusitado, pela incerteza e principalmente pela paisagem, foi uma experiência e tanto! E haja estômago!

Ao final do passeio, chega-se a um verdadeiro oásis montado para nós turistas, com direito a show de dança do ventre, degustação de narguilé, passeio de camelo, tatuagem de henna e o principal: um banquete de comidas típicas servido ao ar livre, comemos sentados no chão, sobre muitas almofadas e tapetes.

Passeio de grande apelo turístico, é claro, mas como não ser turista em Dubai?!?

Na volta, Abra foi um pouquinho mais generoso conosco nas manobras e conseguimos manter o delicioso jantar que degustamos no devido lugar...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Vista de cima da Grande Arche

Para efeito de comparação (destaque para a Tour AXA/Tour First ao fundo, à esquerda):

Esta foto foi tirada por mim em 2003 de cima da Grande Arche (em francês fala-se no feminino mesmo)


La Défense 2003

Esta foto foi tirada 6 anos depois, pelo colega Nido Costa, participante e membro da delegação da Missão Paris Batimat 2009 por mim organizada este ano, de cima da Grande Arche:



La Défense 2009



La Défense e o eixo histórico

La Defense é o distrito de negócios da cidade de Paris.
Torres de grande altura e de volumes variados, um imenso centro comercial, hotéis e serviços, incontáveis linhas subterrâneas de trens, metrôs e rodovias, a grande abóbada branca do CNIT e o emblemático cubo La Grande Arche dão a este quartier um ar sempre contemporâneo.
É isso mesmo.
La Défense continua atual, apesar de seu primeiro plano de massas datar de 1958 e dos seus primeiros edifícios terem sido construídos na década de 60, La Defense continua se renovando. La Défense sempre se superou, a cada nova década, recriando e repensando seus conceitos, reformando antigos edifícios, criando novos planos, trazendo novas tecnologias e inovações, e apesar de já ter enfrentado diversos períodos de crise, continua inovando e crescendo a olhos vistos.

A localização de La Défense é estratégica e foi cuidadosamente definida. No extremo oeste da cidade, além do anel periférico, o quartier de negócios fica sobre o mesmo eixo histórico de Paris que liga o Louvre ao Arco do Triunfo. Um grande projeto inaugurado em 1989 coroou, ou melhor, enquadrou esta ligação com a Paris histórica: La Grande Arche de La Défense.



O imenso cubo vazio revestido de mármore de carrara, fecha simbolicamente a perspectiva e deixa a vista passar. É a Champs Elysées chegando com muita propriedade à periferia, também a Champs Elysées rumando para o futuro, indo além, ultrapassando seus próprios limites e os limites da cidade.

Do alto de sua escadaria, tem-se uma vista impressionante do eixo histórico e nos rendemos conta, mais uma vez, do quanto Paris é fotogênica.

Tour First – La Défense - Paris

Durante a Missão Técnica Batimat Paris 2010, visitamos o canteiro da mais importante obra em andamento em La Défense, distrito financeiro e de negócios, a oeste de Paris.
Esta visita técnica foi bastante especial, por se tratar de uma grande obra de retrofit e da torre mais alta em construção no país até o momento.
A torre original, a Tour AXA, era um edifício de vidros escuros, com 40 andares, concluído em 1974 e baseado nas fachadas cortina dos arranha-céus de Nova York, bem como a maioria das torres construídas na década de 70 na região (segunda geração de torres de La Défense). Naquela época, aquelas torres representavam um avanço, um passo rumo ao futuro, por terem se baseado em Manhattan.
Hoje o quartier de La Défense está passando por um novo processo de renovação e modernização, o quarto processo na verdade, que envolve a adequação desta antiga torre de fachada cortina aos mais altos níveis ambienteis (HQE) bem como a construção de novas torres, também segundo tais princípios.
A reconstrução da Tour First vem neste sentido simbolicamente representar o início desta nova fase, despontando como um marco da renovação do distrito e um importante passo relacionado às preocupações com as questões de sustentabilidade no país.
O retrofit da torre previu em sua reestruturação um incremento de 10 andares à torre original, que passou a ter 50 andares (218 metros de altura), e será o edifício comercial mais alto da França quando concluído (que logo perderá o posto para a Tour Phare, em fase de projeto também para esta região, que alcançará 300 m quando concluída).
Além da altura, um ganho de mais 7.300 m2 de área útil será obtido a partir do incremento de 1,5m no perímetro das lajes de cada um dos pavimentos do edifício original, além do necessario reforço nas estruturas.
O ganho principal está relacionado ao criterioso estudo de insolação que foi feito nas fachadas e permitiu que soluções diferentes e diferentes tipos de fachada (vidros duplos, ventilados ou não ou vidros simples) fossem adotados de acordo com a radiação que cada um recebe no ano e com o sombreamento provocado pelos edifícios vizinhos. O ar condicionado também foi dimensionado e planejado prevendo-se as variações de demanda por toda a área do edifício.
A eficiência dá-se também pelos projetos de iluminação e automação adotados.

Todos estes conceitos adotados em projeto e uma completa explicação sobre a obra nos foram dadas em visita ao escritório SRA, onde fomos recebidos pelo Sr. Jean Rouit, parceiro local do escritório inglês Kohn Pedersen Fox Associates, responsável pelo projeto.Um dos momentos altos desta Missão foi a subida na torre, de onde se têm uma incrível vista de Paris que ficará guardada em nossas memórias e nas muitas fotos que tiramos.

Confira mais algumas delas ainda neste post



E por fim, frase/pensamento de Paul Valéry que estava na entrada da obra desta torre, muito providencial:

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Flanando pelo Canal Saint Martin


A partir do metrô Republique, passando pela movimentada Rue Faubourg Du Temple com seus restaurantes étnicos (muitos daqueles churrascos gregos, os kebabs), chega-se até o Canal Saint Martin, que nos remete a uma Paris bem diferente daquela dos grandes Boulevares, da bele epóque e dos marcos históricos.

Aqui, neste bairro operário do século 19, ao longo do Quai de Valmy, há uma Paris de diques e ancoradouros, com lindas pontes de ferro cruzando o canal e pequenos trechos de parques públicos. Um cenário que parece saído do filme dos tempos de Edit Piaf.

O canal é ladeado por árvores, com bancos e postes antigos, com trechos de calçamento de pedra, o lugar ideal para uma boa e agradável caminhada por uma outra Paris. Há várias opções de bons cafés e bistrôs para um simples, caseiro e verdadeiro Plat Du Jour ou uma Formule, neste caso, é claro, com precinhos bem mais camaradas do que na Place de La Madeleine, por exemplo...


Visitei a Artazart, uma livraria de arte, design e arquitetura que fica no número 83 do Quai Valmy. Uma livraria deliciosa, com muitos livros de arte e design e uma pequena, mas bem selcionada seção de arquitetura. Vale muito a visita!
Ali também há alguns bares da moda, como Favela Chic e a brasserie Chez Prune, que serve ótimos frutos do mar.

Dubai - Uma cidade de contrastes

Durante três dias exploramos Dubai e Abu Dhabi em nossa primeira viagem aos Emirados Árabes, uma breve porém intensa incursão nestas duas impressionantes cidades. Fizemos esta viagem como extensão da Missão Técnica à Batimat de Paris, que já organizo há vários anos.
Maravilhoso. Seria para qualquer um. Não precisa ser arquiteto ou engenheiro para se maravilhar com as grandes obras, grandes aterros, torres subindo por toda parte, canteiros e guindastes em profusão, uma imagem verdadeiramente de oásis da engenharia no meio do deserto. Empreendimentos que enchem os olhos, ilhas artificiais, alguns acabados, outros em obra, que apesar de todas as críticas contrárias e do todo o impacto ambiental que provocam (afinal, ali não há preocupação real com o meio ambiente... ainda), estão com certeza atingindo seu objetivo e chamando a atenção de todo o mundo.




É claro que algumas das obras mais megalomaníacas, como o Hydrópolis e o próprio The World encontram-se em ritmo desacelerado, mas nenhum dos inúmeras devaneios arquitetônicos de Dubai foi cancelado. Nem suspenso.
Com mão de obra muito barata (os imigrantes de países pobres da Ásia, trabalhadores da construção civil, estão ganhando em média 300 dólares por mês) e farta, não há crise que impeça a movimentação dos guindastes e das areias por toda parte.
Nem a Berlim pós reunificação alemã, nem Pequim ou Barcelona pré-olímpica presenciaram tamanha explosão construtiva, tamanho impacto na vida e na economia de uma cidade ou de um país.
Dubai, esta metrópole no deserto, imbuída de uma ambição gigantesca, propõe-se a ser um destino turístico luxuosíssimo e cativar os mais exigentes viajantes da alta classe com seus resorts e mega shoppings e tornar-se a capital de negócios do oriente, com seu distrito financeiro que já abriga a mais alta torre construída no mundo até hoje, o Burj Dubai (em fase de conclusão), e empreendimentos imobiliários de torres de apartamentos e condomínios residenciais dignos de xeiques para abrigar os novos moradores, homens de negócios, em sua maioria ocidentais.
Abu Dhabi, por sua vez, não mede esforços nem recursos para trazer para si o título de capital cultural do oriente, e ali já se observam as obras das futuras filiais do Museu do Louvre e do Guggheinheim, em uma ilha destinada aos museus, chamada Saadiyat Island ou Distrito Cultural de Saadiyat, além de uma filial da Sorbonne de Paris e de outras universidades do mundo ocidental tão bem afamadas quanto. Estivemos lá em dia de Grande Prêmio de Fórmula 1, inclusive. Um privilégio.
Agora, tudo isso é muito novo, muito recente. A história de Dubai cabe em um museu de, acredito eu, pouco mais de 120 metros quadrados, o qual visitamos em 20 minutos.
Impressionante mesmo são os contrastes: a população local nativa (apenas 10% no caso de Dubai), convive com uma infinidade de imigrantes e ocidentais que muitas vezes desconhecem os hábitos e costumes muçulmanos. Restaurantes e pequenos comércios, antigos mercados a céu aberto convivem com colossais e luxuosos shoppings e boutiques das griffes mais famosas e caras do mundo.

A bebida alcoólica, proibida nos restaurantes e bares locais, é largamente consumida em clubes privados e hotéis internacionais. Os mezzes. kebabs, homus e tabules, servidos bem ao lado dos letreiros do Mc Donalds...
As dunas de areia, na imensidão do deserto ali logo ao lado, observam os novos arranha-céus que pontuam a cidade, além, é claro, de um contraste que salta aos olhos: carros que são verdadeiras super máquinas, mega potentes, convivendo lado a lado com os camelos...
Assim é Dubai.
Uma cidade de contrastes maravilhosos, que vale a pena conferir. Uma cidade de muitos “layers”, onde tudo é possível.
Estarei lá novamente, em 2010, com uma Missão Técnica elaborada a partir desta primeira visita, recheada de muitas experiências extravagantes e exclusivas e visitas técnicas aos principais empreendimentos em andamento na cidade, além, é claro, de uma visita à feira Big 5 Exhibition, maior evento de construção do oriente.
Para participar desta próxima Missão, envie-me seu email e o manterei informado sobre as datas e opções de pacote, pois certamente as vagas que teremos serão poucas.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Paris, je t'aime

Declarando meu amor a Paris

Sempre fui fascinada por Paris.
Não é uma cidade alucinante e vibrante como NY, Tóquio ou Berlim, com seus luminosos e seus relógios a girar aceleradamente.
Paris é diferente. Em Paris, ao contrário, o tempo pára. Ela é singular, única.
Um museu a céu aberto, repleto de história, arte e cultura. Nem uma vida inteira seria suficiente para suprir a minha “vontade”de Paris.
Paris é uma cidade que nos convida à contemplação, à degustação (Bien sure!), a praticar a “joie de vivre”. Seus parques, suas praças perfeitas, seus caminhos, as grandes perspectivas, as pessoas, e as vistas do alto... Paris vista do alto revela-se quase mais bonita ainda! Tudo ali para se admirar. Eu fico deslumbrada. Sempre. Não importa quantas vezes já tenha ido.
Paris é como uma grande dama muito, mas muito sofisticada, delicada e cheia de mistérios. Uma dama que se dedica ao toilette completo antes de se apresentar em público, sem nenhum fiozinho de cabelo fora do lugar sequer. Paris é perfeita, mesmo em suas imperfeições. Sabe aquela linda mulher em quem até uma imperfeiçãozinha no queixo, nos lábios ou um pouquinho de estrabismo caem bem? Pois para mim, Paris é linda até quando se mostra imperfeita.
Não há nada mais prazeroso do que flanar em Paris. Sem destino, sem pressa.
Flanêrie... Só os franceses mesmo pra inventar um substantivo para definir o “andar sem rumo”...
Mesmo com toda a oferta de atrações turísticas, espetáculos, museus, o melhor mesmo é simplesmente flanar. Sem hora e sem destino. Deixar a cidade penetrar por todos os seus poros. Se perder em Paris é se encontrar.
Paris me emociona. Paris me encanta. Ir a Paris é como reencontrar uma velha amiga, sempre cheia de histórias pra contar, com quem a gente não vê o tempo passar.
Paris é inesgotável. Já fui e voltei várias e várias vezes, e a cada viagem, tentei decupar a cidade palmo a palmo, e há muito constatei que todo o tempo ou o sempre será insuficiente. Paris sempre revelará uma nova face, será uma novidade, mesmo com seus muitos e muitos séculos de existência, a cada viagem redescubro a cidade. E a mim mesma. É uma cidade que se renova, acima de tudo.
Como estudiosa do desenvolvimento urbano de diversas cidades européias, Paris ainda é para mim uma inesgotável fonte de pesquisa. Minha preferida. As perspectivas criadas pelas aberturas dos grandes Boulevares, o eixo monumental que exibe séculos e séculos de história ao longo de sua trajetória, passando pelo Louvre, Place de La Concorde, Tuilleries, Champs Elisees, Arc Du Triumph, Grande Armée, culminando na Grand Arché de La Défense tão contemporânea, dariam todo um tratado de história do urbanismo. As perspectivas mais inusitadas que culminam em seus pontos de fuga com monumentos como o Panthéon, Invalides, ou ainda as pontes e o Sena. As pontes de Paris com certeza dariam um outro tratado.
E tem também esta mistura entre o novo e o antigo, que, diga-se de passagem, também dá todo um “charme” – só pra usar um galicismo – à cidade e proporciona contrastes incríveis.
Paris é fotogênica. Impossível voltar de lá com fotos ruins. Também é impossível voltar sem boas memórias “gustativas”. Comer mal em Paris é praticamente impossível. Em qualquer brasserie ou bistrô, qualquer “Formule” ou “Plat Du Jour” é tratado como alta gastronomia até na apresentação do prato, sempre bem caprichada, com aquele toque francês...
Enfim, Paris é Paris. Incomparável e inesquecível. Revisitá-la será sempre uma grande alegria e uma grande renovação.
A bientôt, Paris!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Site ArqTours

Pessoal,
Os programas de Visitas Guiadas, Viagens Culturais e Missões Técnicas da Câmara de Arquitetos agora terão seu próprio espaço: meu novo site, ArqTours.com.br by Raquel Palhares!!

O site está sendo finalizado, está cheio de novidades, dicas, fotos etc e em breve receberão notícias.

Além da 4a edição da Missão Técnica Paris Batimat que já está confirmada para o próximo mês, este ano vamos também a Dubai, e em 2010, muitas novidades. Aguardem!!!...e Podem ir arrumando as malas!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Missão Técnica BATIMAT Paris e Dubai

De 27 de outubro a 08 de novembro deste ano, realizarei mais uma Missão Técnica à Paris, por ocasião da BATIMAT, Salão Internacional da Construção, especializada em tecnologia, equipamentos e materiais para construção que este ano terá enfoque no desenvolvimento sustentável e eficiência energética.
A Missão Técnica à BATIMAT-Paris e DUBAI, incluirá, além de dias dedicados às visitas à feira, um dia de visitas técnicas guiadas em cada cidade, atividades culturais e sociais, proporcionando à delegação de profissionais momentos de networking, informação técnica, cultura e negócios. Nesta oportunidade, conheceremos Dubai, maior canteiro de obras do mundo e muitas novas obras na cidade luz.

Para mais informações, favor contactar a InterbusinessTours - miro@interbusinesstours.com

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Brunch em NY

É uma tradição.

Aos sábados e domingos, o brunch nova-iorquino transforma a agitação comum aos moradores e à própria cidade em calma e apreciação. É isso mesmo. Eles apreciam muito este momento, a comida, as bebidas e tomam seu tempo. É como se fosse uma forma de recarregar as baterias para começar uma nova semana na Grande Metrópole. Os buffets de café da manhã das sofisticadas padarias de São Paulo e dos grandes hotéis podem ser ótimos e funcionar bem por aqui (lembro-me até da época aqui em Sampa que saíamos da balada direto pro café da manhã do Maksoud Plaza - puro glamour), mas lá é diferente. Não pelo glamour, mas tem um gostinho especial...talvez sejam as panquecas e waffles...mas desconfio que seja mesmo pelos drinques, champanhe...

Os bistrôs, restaurantes e cafés ficam lotados, e nos mais concorridos, as filas são comuns. São dezenas de pessoas na rua em pé, esperando uma mesa (de preferência na calçada nos meses mais quentes). Nesta época do ano, julho/agosto, tudo fica mais bonito e animado com a chegada do verão. As mesinhas na calçada são sempre as mais concorridas, mas nem sempre acomodam grupos grandes, pois são de 2 a 4 lugares e devido ao espaço sempre restrito, não dá pra “juntar” uma mesa na outra , hábito tupiniquim que eles não apreciam nem um pouco...
Espera para o brunch no Sarabeth´s, ao lado do The Plaza: a cena se repete por toda a ilha nos finais de semana

Como turista ou como ciccerone em NY, sempre foi difícil dedicar muitas horas ao brunch e apreciá-lo à moda, como deve ser. Sempre preferi me atirar nos museus e nas caminhadas sem perda de tempo, pra aproveitar ao máximo a cidade.

Mas desta vez e pra sempre descobri: não é perda de tempo não, é tempo ganho! Foi uma experiência incrível!

Fomos ao Isabella´s. Sugestão da minha nova amiga Anna, guia brasileira em NY.




Da esq pra dir: Lisa, Isa, Cris e Tefi Demori - todas de Caxias, Roseli -de SP- e eu, à direita: uma das muitas boas lembranças desta viagem


Fica no Upper West Side, Columbus Av, na esquina (SW) bem atrás do Museu de História Natural. Pena não ter conhecido este lugar antes...já teria tomado muitas mimosas na vida...mas Nova York é assim, cheia de surpresas, mesmo para os turistas mais “habitués”...

Frutas frescas cortadas com a precisão e delicadeza de um bom sashimi, pãezinhos deliciosos, um omelete inesquecível guarnecido de salada e uma generosa fatia de melão...fora as panquecas e waffles que fazem crescer os olhos...e os quilinhos também...




Meu Omelete com Mushrooms e Cheddar derretido




Crepe Pancakes com muitas "berries"






Tradicional Bagel com Salmão e Cream Cheese das "Delis nossas de todo dia" aqui em grande estilo



Outros pratos tradicionais num brunch são as torradas, o bagel, o salmão defumado, o cream cheese, ovos preparados de mil maneiras, o dispensável bacon, tudo regado a café, chá, sucos e – porque não- mimosas e bellinis...mas para apreciar os alcoólicos, vá depois do meio dia e, pelo movimento daquele domingo, se puder, faça uma reserva. É possível fazer reserva on line.

vai a dica então:
Isabella´s
359 Columbus Ave.at 77th St.

domingo, 19 de julho de 2009

Vídeo - Adeus a Michael Jackson no Harlem

Dia 07 de julho de 2009
Mais um filmezinho legal complementando o post anterior sobre MJ.
Destaque para Henrique Bianchini (de costas, camiseta branca e mochila vermelha dançando), professor de dança e estudioso da cultura Hip Hop da Casa da Dança , em São Paulo, que acompanhou o grupo e idealizou esta emocionante caminhada pelo Harlem, e contribuiu com sua dança e com seus conhecimentos nesta fantástica viagem, o 1o. Urban Dance Experience Tour!



video

Dia 07 de Julho de 2009 - O adeus a Michael Jackson

Esta foi uma experiência única, que merece ser compartilhada aqui.

Por uma coincidência, estávamos no Harlem, em Nova York, justamente no dia 07 de julho, mesmo dia em que aconteceria, em Los Angeles, horas mais tarde, o sepultamento do corpo de Michael Jackson.


Aqui estou em frente a entrada do Apollo Theatre,ao lado desta imagem de MJ montada com flores



Mais coincidências: estava com um grupo da Casa da Dança de SP liderados pelos professores de dança Tati Sanchis e Henrique Bianchini (tinha dançarinos de várias partes do Brasil e até uma representante internacional: do Uruguai!!). Estávamos participando do 1o. Urban Dance Experience Tour. O grupo era formado por professores de dança e vários alunos de hip-hop, dentre os quais me incluo...no meu caso, por puro prazer de dançar... E que grande "experience" tivemos este dia!

Ali, na mais conhecida comunidade afro-americana dos Estados Unidos, participamos de manifestações espontâneas e muito emocionantes sem que nos déssemos conta de que naquele mesmo dia o corpo de MJ seria sepultado e que estávamos vivendo um momento histórico.

Muitas equipes de TV, antenas, fotógrafos, todos em busca de imagens que transmitissem ao mundo aquela emoção. E nós ali, sentindo na pele e no lugar.



Equipes de TV à postos por toda a praça em busca de imagens que traduzissem tudo aquilo que acontecia ali

Independentemente das suas esquisitices e dos escândalos em que o astro se envolveu em seus últimos anos de vida, para mim ele foi e sempre será um grande artista, um visionário, ainda pequeno já se destacava entre os irmãos, e se transformou no fenômeno da música pop, revolucionando, levando para a grande mídia aqueles seus movimentos que se tornaram “marca registrada” de sua dança, suas coreografias e seus clipes inovadores que deixavam a todos boquiabertos pelas soluções tecnológicas e pela criatividade. Grande artista. Ele flutuava no ar. Estava adiante de seu tempo. Era muito, era tanto que acho que não cabia mesmo naquele corpo.
Então, à nossa maneira, também nos despedimos dele.

Neste momento, encontramos reunidas numa praça logo ao lado do Apollo Theater, várias pessoas que, com um rádio ligado, ouviam, cantavam e dançavam em homenagem ao ídolo. Uma celebração espontânea e muito, muito alegre. E as músicas que ouvimos fizeram todo o sentido naquele momento. Nós, turistas entre os locais, brancos em meio aos pretos, mas todos unidos em um mesmo sentimento, dançando juntos, cantando....todos tão iguais...”Make a better place...” ”For you and for me and the entire human race....” ”don´t matter if you´re black or white ...” Tudo fazia sentido! Muita vontade de chorar!

Unidos em coro a esta pequena roda de fãs, cantamos e dançamos na 125th Street as músicas de Michael!!

Já a parafernália montada em frente ao Apollo Theater logo ao lado, parecia um grande delírio e mais remetia à agitação da Times Square. Muita gente tentando ganhar uns dolarezinhos em cima do ídolo. Dezenas de barraquinhas de camisetas, bonés, CDs DVDs, toda sorte de souvenirs com a imagem de Michael, luvinhas brancas às pencas e até a caneta pra deixar uma mensagem na parede era alugada. Mas isso não tirava a importância do momento e o clima de despedida que tomava conta das pessoas e do lugar. Rosas, presentes, pelúcias, coroas de flores....um tributo ao ídolo...O corpo podia estar em LA, mas foi velado ali também. Sentimos isso.

Foi muito emocionante deixar um recado ali, em meio à mensagens de gente de todo o mundo. Nunca tinha presenciado tão de perto a emoção da despedida a um grande ídolo mundial. Fico imaginando como deve ter sido com a Princesa Diana, John Lennon, Airton Senna e tantos outros seres especiais que passaram aqui pela Terra...Um momento especial sem dúvida... e muito, muito pessoal, muito subjetivo. Cada um se apropriando daquilo tudo de uma maneira, à sua maneira, fazendo sua oração, e sentindo de forma única e diferente....

Para compartilhar um pouquinho aqui com vocês, postei alguns vídeos na sequência, tentando traduzir a emoção de estar presente nesta hora neste lugar!

To MJ: Your Music will live forever!!!!!



video

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Museus em Nova York

- Museum Mile

Muitos museus de Nova York concentram-se em Upper East Side. Algumas ruas da região foram apelidadas de “Museum Mile”, ou “Milha dos Museus” devido à grande concentração de museus nas proximidades.


Muitos deles estão localizados em construções de arquitetura tão importante e variada quanto seus acervos. O maior de todos e talvez o mais importante é o Metropolitan Museum of Art, ou simplesmente, Met.
Foto: Vista aérea do Metropolitan Museum of Art

Criado em 1870 por artistas e filantropos, o Metropolitan possui um dos maiores e mais completos acervos de arte sobre o mundo ocidental, desde os primórdios até os dias de hoje.

Mudou-se para esta localização, ocupando inclusive uma porção do Central Park, em 1880, e o projeto original do edifício já sofreu diversas alterações e acréscimos ao longo dos anos.


A fachada neoclássica atual é de 1926. Um projeto de integração da arquitetura e dos diversos salões foi aprovado em 1971 e finalizado em 1991. O projeto proporcionou uma maior acessibilidade a todos as salas do museu e melhor compreensão de seu extenso acervo, ao acomodar as obras de diferentes épocas ao longo de rotas distintas que explicam a evolução de forma mais didática.

Ainda em Upper East Side, em 1959 foram concluidas as obras de um dos edifícios mais conhecidos do mundo, o Solomon R. Guggenheim Museum, em homenagem ao homem cuja paixão pelas artes originou a fundação que leva seu nome, criada a partir de acervo próprio, depois da sua morte no naufrágio do Titanic.

Coube ao arquiteto Frank Lloyd Wright o projeto do edifício cuja famosa forma em espiral das rampas em concreto que dão aceso ao acervo do museu criam um volume na fachada que se destaca da paisagem do entorno.

O projeto recebeu duras críticas de artistas, que diziam que as paredes eram muito pequenas para as dimensões das pinturas que seriam expostas. Em resposta a isso, Wright respondeu que deveriam então cortar as pinturas pela metade para que cabessem em suas paredes. Wright faleceu antes do término desta obra.

Foto: Guggenheim Museum

O museu seguinte a ser inaugurado na região foi o Whitney Museum of American Art, que se mudou para esta sede em 1966. O projeto é de Marcel Breuer, um edifício em forma de pirâmide invertida com um acervo significativo de arte americana do século XX.

Outro destaque da região é o Museum of the City of Manhattan, que conta a história da cidade.

- MoMA

No final da década de trinta, enquanto na Europa a Segunda Guerra Mundial estava a ponto de ser deflagrada, o Museu de Arte Moderna, MoMA, definiu que precisava de uma nova sede. Fundado em 1929, encarregou os Arqs. Philip Goodwin e Eduard Durrell para tal empreitada.

O edifício, inaugurado em 1939, causou muita polêmica com sua fachada de mármore branco e vidro, mesmo respeitando o gabarito de fachada de todo o entorno, com seus 7 pavimentos. O museu auto-intitulou sua sede como “A primeira obra de Estilo Internacional da América”.

De 1939 em diante, foram diversas ampliações e anexos, sob a chefia do arquiteto Philip Johnson. Em 1977 o arquiteto Cesar Pelli foi convidado para desenhar uma torre e uma nova ampliação para o edifício. Em 2004, o arquiteto Yoshio Taniguchi criou uma nova extensão para o museu e foi responsável pelo projeto de integração que unificou as obras de ampliação das diferentes fases por que passou o edifício.

- American Museum of Natural History


Um dos maiores museus de história natural do mundo. A partir do prédio original, de 1877, o complexo se expandiu, ocupando hoje quatro quarteirões inteiros em Upper West Side.

Em 2000, foi anexado no lado norte do museu o Rose Center for Earth and Space, projeto de Polshek and Partners, que abriga um planetário de 26 metros de diâmetro dentro de um enorme cubo de vidro.

- Novos museus

Novos museus continuam surgindo em Nova York mesmo nos dias atuais. Dois dos mais recentes e interessantes projetos arquitetônicos de museus, independentemete de seus acervos, são o American Folk Art Museum e o Skyscraper Museum.
O American Folk Art Museum (45 West 53rd Street), projeto de Todd Williams e Billie Tsien, foi inaugurado em 2001. Construído do zero em um terreno estreito e profundo, sua solução arquitetônica privilegia a entrada de luz natural através de clarabóias e aberturas verticais.
O Skyscraper Museum, que desde 2004 passou a ter uma sede própria, no edifício do Hotel Ritz-Carloton, tem projeto assinado pelo escritório SOM (Skidmore Owings & Merril). O Museu ocupa pouco mais de de 1,5 mil metros quadrados no térreo da torre de 38 andares do Ritz-Carlton em Battery Park City.
Confirmando o ditado de que nos melhores frascos encontram-se os melhores perfumes, este museu de proporções modestas pelos padrões institucionais, consegue evocar o tema abordado através de sua arquitetura, mesmo com seus modestos 3,65 metros de pé direito.

Graças ao cuidadoso projeto do escritório Skidmore Owings & Merril, o espaço do museu brinca com nossos sentidos e é uma atração a parte. A arquitetura talvez seja uma das principais obras de seu acervo. Os materiais reflexivos utilizados, como aço inoxidável e vidro, criam a sensação de um espaço infinitamente maior.
Teto e piso forrados com inox espelhado e outros materiais reflexivos nos transmitem a idéia de um edifício em andamento, de um edifício em obras, ou a sensação de estarmos no topo de um dos arranha-céus de Manhattan ou até mesmo caminhando sobre o aço da obra de um de seus célebres edifícios, como os operários do Empire State Building nas famosas fotografias de Lewis Hines.
Outro novo museu é o New Museum of Contemporary Art, em Lower East Side, inaugurado em novembro de 2007, obra do escritório SANAA dos Arq. Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Urban Center Books - Nova York

Esta é uma dica para os apaixonados por livros de arte, arquitetura, design e urbanismo e que curtem ir a lugares bacanas e nada turísticos.
Tem uma livraria muito legal, atrás da St Patrick Cathedral chamada
Urban Center Books (457 Madison Avenue, entre 50th e 51th Str). O lugar já é um charme, pois fica numa construção histórica chamada “Villard Houses”, com um "courtyard" que é uma graça e traz um pouco de calmaria para o lugar, em meio à efervescência de Manhattan.
A livraria fica no primeiro andar do prédio à esquerda do jardim (precisa tocar a campainha – olha que charme?!?). Vale à pena visitar e garimpar livros lindos e bons, muitos inéditos no Brasil.


Foto: Villard Houses, onde fica o Urban Center e sua livraria no primeiro andar

Além das publicações de arte, história, arquitetura e design, tem mapas históricos da cidade incríveis (eu gostei de um, com o projeto original de Law Olmestead para o Central Park que custava uns 1800 dólares...) e muitas gravuras.
A livraria é mantida pela
Municipal Art Society of New York e a construção abriga também o próprio Urban Center, que oferece palestras, mostras e exibições interessantes. Indico mesmo!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Pra curtir e se envolver com a cidade - Nova York

Nova York é uma cidade fascinante que envolve as pessoas com seu glamour e sua aura de ambição e poder. Nesta cidade, onde tudo é superlativo, são inúmeras as opções de lazer e cultura disponíveis e acessíveis a todos. Depois de "bater ponto" nos monumentos turísticos, ir ao Central Park, à Broadway, bater perna na 5a. avenida e subir no Empire State, uma visita mais demorada aos museus e seus acervos impressionates não pode faltar na programação de nenhum turista.

São muitos museus, muitas exibições, mas acho que pra começar: MoMA, Museu de História Natural, Metropolitan, Gugghenheim e Whitney Museum (este último indicação da minha cunhada. Adorei.) são indispensáveis e também vale à pena curtir um programa cultural pelas galerias de arte do Chelsea. Foto: Entrada da livraria do MOMA

Outras sugestões (ainda bastante turísticas, acredito) pra curtir a cidade e deixar o tempo passar devagar:

- Caminhada a pé pelas ruas do Soho!Indispensável! e lá pelas 5 no mais tardar 5 e meia (mais fácil pra conseguir mesas) ir comer (ou jantar cedo) no Balthazar. O almoço só vai até às 3 horas da tarde, depois entra um menu da tarde “Afternoon menu” e o jantar só começa a ser servido às 6 da tarde. Legal ir pra jantar. Cedo pois está sepre lotado. No meio da tarde também dá pra apreciar as ostras, os pratos de frutos do mar, coquetel de camarão e patas de caranguejo gigantes que eles tem lá que são demais. Com uma champanhe ou um Vodca Martini (adoro todos, com Absolut de vários sabores) já vale uma refeição. Se chegar entre 5 e 6, dá pra ir apreciando os frutos do mar pra depois jantar. Ambiente lindo, pratos deliciosos, gente bonita. Um bistrô "quase" francês, afinal estamos em NY. Está sempre lotado e animado.

- Tomar um brunch (melhor reservar) ou fazer um happy hour no Pastis no Meatpacking District e depois fazer uma caminhada até o Chelsea Market (na 9th Avenida, entre a 15th e a 16th Streets) . O Pastis é outro bistrô francês: é legal, é “hype”, e não é absurdamente caro. E a quantidade de gente bonita por metro quadrado compensa o preço que se paga. O belo é pra ser admirado...

- Ir ao espetáculo do Blue Man no Astor Place, fora do circuito da Broadway, e aproveitar as dicas de jantar “pré-dinner” que eles dão quando se compra o ingresso. Os restaurantes indicados oferecem desconto pra quem vai ao

espetáculo depois. Basta apresentar os ingressos e têm-se uns 15% de abatimento na conta geral. (Olha a gorjeta saindo de graça!)


- Comprar uma “magazine” ou um jornal do dia e sentar no Bryant Park, lendo e admirando os edifícios ao redor do parque ( o antigo “Radiator” e o Bank of América são demais! Dois edifícios de duas épocas tão distintas, tão diferentes entre si, só que ambos compõem molduras muito originais pro parque, cada um no seu canto e no seu lugar.

Foto tirada do topo do Empire State: O Bryant Par e o topo dourado do American Radiator, Hoje um belo hotel. A obra é de Raymond Hood, edifício original de 1924. Foi reformado no final da dácada de 90 para abrigar o hotel.
Se estiver calor, tudo isso pode ser coroado com um sorvete de casquinha com cobertura de chocolate de pouco mais de um dólar e cinquenta (“estilo” Mc Donald´s só que mais gostoso...)

- Compras no Century 2001. Vale a pena só pra quem tem paciência de garimpar muito, mas pra quem tiver, tem muita pechincha. Precisa reservar um bom tempo pra perder (perder para ganhr....) dentro desta loja de departamentos.

- Caminhada ao longo do Hudson, pelo Battery Park City e visita ao The Skyscraper Museum. Lá se tem uma boa noção do desenvolvimento e da evolução urbana da cidade. Adoro este museu. Já escrevi sobre ele aqui no Blog. E vou escrever mais.

- Passear de limousine pela Broadway iluminada, à noite. Ah!Já que chegamos até aqui, vamos entrar a onda e curtir, certo?!?


- Se estiver frio, um copão do Starbucks de alguma coisa quente (todo mundo sempre tem um "copão" na mão, caminhando na rua, principlmente de manhã cedinho ao ir pro trabalho)

Aqui entra uma questão/opinião muito pessoal no caso:

A questão é que tenho uma implicância com as múltiplas opções do Starbucks. Isso me deixa muito confusa. Já sou indecisa por natureza, mais aquilo é pra testar qualquer cidadão.

Não importa o que você peça, sempre vão te oferecer alguma coisa pra colocar a mais o pra tirar da bebida que vai te deixar em dúvida ou no mínimo curiosa se não tiver o hábito de freqüentar estes cafés (eu, pelo menos, só vou ao Stabucks quando viajo pros EUA porque lá você esbarra nele o tempo todo, desde quando sai do avião, então, é prátco pra tomar uma bebidinha, ou um café). Mas é tanta coisa, tantos ingredientes “X”s: Cinnamon, Mocha, Vanilla, Caramel, Dolce, Dolce Latte, Frapuccinos mil, Capuccinos mil, mais um monte de “cinnos”, decaf ou não, frio, quente, chá com isso, com aquilo, tantos tipos de "não sei lá o que com ou sem não sei mais o que", além dos “toppings” ...ahhhh!!!! Viu que confusão?!? Fico louca!!!!! A gente nunca sabe qual vai ser o resultado se “entrar na deles”.
Eu adotei a prática de manter no “regular” tudo o que me perguntam e ir alternando entre “Yes” e “no” quando ao final da questão me parecer que vem uma interrogação depois da palavra “ ingrediente X”. Ás vezes funciona, às vezes sou surpreendida por alguma coisa estranha, doce demais, amarga demais... No fim das contas, acho que só uma vez comprei no Starbucks algo definitivamente imbebível. Acho que era um chá verde com “sei lá o que” e sem “sei lá o que mais”. Mas como gosto de provar coisas diferentes, e vou continuar tentando. O problema é que quando faço uma escolha certeira, dificilmente consigo repetir pois não consigo "montar" aquela bebida de novo...

terça-feira, 2 de junho de 2009

Restaurante 4 Gats - Barcelona

Minha primeira experiência gastronômica no 4 Gats foi em 2007, quando estive lá com meu marido. Foi uma noite incrível, uma viagem por sabores e momentos inesquecíveis.

O único arrependimento foi não ter tirado uma foto de cada prato antes de começar a devorá-los.

(Aliás, esta é uma prática que preciso começar a adotar em minhas viagens, pois fico sempre tentando me lembrar de alguns pratos, alguns restaurantes incríveis que visitei e me arrependo por não ter me controlado e fotografado antes de empunhar garfo e faca e atacar!)

Foto: Fachada do restaurante 4 Gats

Bom, voltando a Barcelona. Já conhecíamos a fama do lugar, que além de servir boa e tradicional comida mediterrânea, fica numa construção antiga, perto do núcleo medieval central da cidade e era freqüentado por Picasso, que inclusive assina a capa do menu e realizou ali sua primeira exposição. O estabelecimento foi homenageado com uma placa do Ayuntamento de Barcelona (Prefeitura) pela conservação e restauro da construção e pelos anos de serviços prestados.
Foi uma iniciativa que teve início na década de 80, chamada Barcelona Posa´t Guapa, que incentivou e premiou estabelecimentos localizados em prédios históricos. Tem uma plaquinha no chão em vários deles, escrito “Guapos per sempre”. Tudo muito Europa.

Não tínhamos reserva e já era tarde da noite. Como estávamos em duas pessoas somente, logo conseguimos uma mesa. Por incrível que pareça, os garçons catalães estavam particularmente gentis aquele dia. Ou será que foi o vinho? Ou melhor, muito vinho.
Deixamos por conta do maitre a escolha das entradas (até o básico e indispensável pan con tomate e o jamón estavam fora do comum de gostosos), primeiro e segundo pratos. Só escolhi a sobremesa. Ah! O prato principal! Uma posta de bacalhau sobre abacaxi grelhado, com verduras... humm...Tudo favoreceu: o ambiente, a comida, música ao piano e vinho...muito, muito vinho!

Os nossos pratos, foram tão bem sugeridos pelo maitre, que conforme chegavam à mesa pareciam tão apetitosos que havia um casal ao lado (americanos de “São Francisco”, descobrimos depois) que não parava de admirar (a comida!) e sorriram pra gente, querendo puxar uma conversa. Até que não se agüentaram e perguntaram se éramos espanhóis pra escolher tão bem assim os pratos, ao que respondemos com muito bom humor. (também, depois de tanto vinho)

Foto: Olha eu e Antonio, em primeiro plano, com nossos amigos
de São Francisco na mesa ao fundo no dia da vitoria do Massa em 2007.

Descobrimos que estavam em Barcelona para assistir a corrida de Fórmula 1, que tinha acontecido aquele dia (vitória de Massa! Vai ver os catalães estavam tão gentis em reverência ao nosso conterrâneo...). Eles eram na verdade aposentados e estavam viajando pelo mundo acompanhando toda a temporada de Fórmula 1 de 2007. E não era a primeira vez que faziam isso! Nossa noite no 4 Gats, que já estava se revelando tão maravilhosa foi complementada pela conversa divertida que rolou solta com o agradável casal de "Frisco". Isto é o que se leva desta vida.

Estive há pouco mais de um mês novamente no 4 Gats com amigos arquitetos (fomos à feira Construmat 2009). O bacalhau com abacaxi saiu do menu, mas tantas outras deliciosas combinações permanecem. E o pan con tomate continua firme e forte! O ambiente permanece igual, a comida, o piano, e o mais curioso, mesmo sem vitória do Massa garçons tão simpáticos como da primeira vez! ...pelo menos um..e nunca em inglês, por favor!...Antes falar "portunhol macarrônico" como eu do que inglês na catalunha! "No se puede!"

Em sentido horário: Eu, Cássia, Carol, Rosane, Luis, Carla e Patrícia.
Uma noite feliz!


Um lugar que merece ser visitado e revisitado, inúmeras vezes se possível (afinal, o menu é extenso...)onde a cada retorno, o grande prazer está em encontrar ali o mesmo ambiente, em constatar que nada mudou. Desejo que o 4 Gats continue a conservar e manter tudo como está, tudo igual, pra sempre podermos recordar visitas passadas e momentos vividos ali e principalmente porque se melhorar estraga!...mas o bacalhau com abacaxi podia "volver"!

Battery Park e Battery Park City - Nova York


Caminhando pelas movimentadas ruas de Manhattan, em meio ao adensamento urbano e entre os inúmeros arranha-céus vertiginosos, muitas vezes a cidade tão pulsante nos faz esquecer que estamos em uma ilha.

Foto tirada em cima do Empire State em 2007. A densidade impressionante de Manhattan e alguns edifícios emblemáticos, como a Trump Tower (torre escura envidraçada à direita), o Crysler Building (com a ponta metálica espiralada, também à dir.) e o antigo PanAm Building (hoje MetLife)

Mas isso somente até chegarmos a sua ponta mais ao sul.
Aqui, as brisas do Atlântico lembram como milhões de imigrantes chegaram a Nova York: em superlotados e barulhentos navios.
Inaugurado no século XIX em um antigo aterro sanitário, o Battery Park é um convite à pausa e contemplação em meio a agitação da cidade que nunca dorme. Daqui pode-se apreciar a tocha dourada da Estátua da Liberdade, a famosa Ellis Island e seu centro de imigração, e o distrito de Staten Island ao longe.
Foi aqui que tudo começou e é aqui que os nova-iorquinos juntam-se aos inúmeros turistas que lotam os barcos para visitar “Lady Liberty” e podem vir em um final de tarde ou numa breve pausa de almoço para se lembrar de onde vieram seus antepassados.
Um passeio pelo Battery Park pode nos proporcionar momentos de grande prazer além de vistas maravilhosas da baía.

Foto: Battery Park - concentração de árvores, aos pés dos altos edifícios de Lower Manhattan


A noroeste do parque, às margens do Hudson, fica o Battery Park City.
O Battery Park City, na porção oeste de Lower Manhattan, desenvolveu-se sobre um grande aterro. Na década de 60, uma proposta previa a revitalização da área com a criação de uma mistura de habitação, serviços sociais e indústria, mas com a crise nova-iorquina da década de 70, as diretrizes mudaram. A proposta era de se desenvolver um empreendimento imobiliário com edifícios comerciais e também conjuntos residenciais, e assim foram sendo desenvolvidos diversos empreendimentos imobiliários na região nas últimas décadas.

Em 2000, o Battery Park City Authority (BPCA), instituiu diversas diretrizes “verdes”, que deveriam obrigatoriamente ser seguidas por todos os novos empreendimentos a serem construídos ali. Um dos primeiros edifícios sob estes padrões (e Certificado LEED Gold – explico mais embaixo) foi o The Solaire.


Foto: vista aérea do Battery Park City. O edifício mais iluminado na foto é justamente o The Solaire



Ano passado estivemos em uma visita técnica ao The Solaire que nos impressionou.


Foto: fachada do edifício residencial The Solaire



Trata-se de um Green Building, com soluções de projeto adotadas de modo a atender ao novo zoneamento da área, imposto pelo BPCA e também à certificação LEED (sigla de Leadership in Energy and Enviromental Design, em português Liderança em Energia e Design Ambiental), dada pelo USGBC (United States Green Building Council) aos edifícios sustentáveis que adotam determinados conceitos e soluções de projeto, somando pontos por tais decisões e aplicações. No caso do Solaire, verificamos vários conceitos e soluções muito interessantes, como:
- reuso de água (há uma estação de tratamento de água dentro do edifício que trata e reutiliza “Grey” e “Black Water” (água cinza e preta) em banheiros e em torre de resfriamento;
- economia de energia alcançada com inteligentes soluções de luminotécnica e com a instalação dos painéis fotovoltaicos na fachada e na cobertura, que aproveitam a luz solar como fonte de energia;
- utilização de materiais “low-VOC” e materiais reciclados;
- reuso de água da chuva
e tantas outras soluções, entre elas detalhes de projeto como a colocação de espelhos refletores para aumentar o tempo de exposição da fachada do edifício ao sol, um detalhe um tanto “poético”, a meu ver, mas interessante.


Foto: vista da cobertura vegetada no edifício vizinho. Ali estão os espelhos refletores.



O marketing sobre a arquitetura sustentável e a reciclagem adotado por este e tantos outros novos edifícios do Battery Park City fizeram subir à alturas dignas dos arranha-céus de NY os preços de um apartamento ali, que pode chegar a custar de 600 a 800 mil dólares.
O ponto alto da visita, para mim, foi subir ao “rooftop garden”, uma cobertura vegetada onde também foram instalados painéis fotovoltaicos (lindo de ver, principalmente para uma arquiteta!), presentes também na fachada.

Foto: Explicação do Facility Manager do edifício na cobertura, com os paineis fotovoltaicos ao fundo



As questões urbanísticas e a arquitetura sustentável deste trecho de Lower Manhattan justificam uma boa caminhada pela região.
Pontos turísticos legais: Uma visita ao Skyscrapers Museum (Museu dos Arranha-céus), onde é possível ver imagens muito interessantes do skyline da cidade, a evolução e desenvolvimento urbano e a importância da corrida rumo aos céus, iniciada aqui em Manhattan com a utilização do ferro fundido e do aço nas construções e motivada com a invenção do elevador por Elisha Otis. O Museu está instalado dentro do hotel Ritz Carlton e fica bem escondido. Sua arquitetura vale a visita. Concebido pelo escritório de arquitetura SOM (Skidmore Owings & Merril), a arquitetura remete às alturas, mesmo estando em um espaço pequeno, com rampas estreitas, onde o pé direito alto e jogo de espelhos foram utilizados a favor do espaço, para dar sensação de altura. Esta foto da gente entrando no museu diz mais que tantas palavras, porque é mesmo difícil descrever a arquitetura. Arquitetura, neste caso, é a sensação que o espaço provoca.

Outra passeio legal é caminhar ao longo do Hudson, a oeste, até a marina (quando passo por ali sempre lembro do filme, Hitch, Conselheiro Amoroso, quando o Will Smith passeia de Jet-sky com a protagonista de lábios carnudos, a Eva Mendes) e pelo World Financial Center, obra do arquiteto Cesar Pelli, onde há uma exposição permanente de fotos sobre o extinto WTC.



Torres do World Financial Center: Lá dentro, exposição de fotos do WTC ( que fica logo ali atrás)e um jardim de inverno com palmeiras gigantes


Vale a visita!
Dia 13 de junho próximo, estaremos realizando mais uma Missão Técnica Green Buildings em NY, uma viagem elaborada para um grupo de arquitetos e engenheiros que visitarão os principais edifícios verdes da Big Apple, com acompanhamento do Prof. MS. Arq. Antonio Macedo Filho. Vejam como foi a primeira edição no Blog do Macedo

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Experiência nos parques de Orlando

Quando estivemos em Orlando, em janeiro de 2008, minha primogênita tinha 8 aninhos e meu filho mais novo tinha só 3 aninhos e eu literalmente me ”pré-ocupei” com as montanhas russas, simuladores e brinquedos “emocionantes demais” que encontraríamos lá, temendo que as “rides” mais radicais traumatizassem as crianças ou os deixassem muito assustados, e pudessem provocar pesadelos e tal.


Foto: Montanha Russa do Incrível Hulk, no parque Universal Estudios

Compartilhando minhas dúvidas e questionamentos com outras mães no VPO, que tem um fórum de discussão sobre Orlando muito legal (RECOMENDO: http://www.viajandoparaorlando.com/), recebi uma mensagem carinhosa de uma outra visitante assídua do fórum na época, a Ana Cristina, que se ofereceu para me escrever um email com os seus relatos e impressões de cada brinquedo que conhecia, já que havia estado lá com uma afilhada pequena e compreendia minha preocupação. O resultado foi uma rica e gentilíssima lista com informações sobre cada “ride”, show, espetáculo, brinquedo, etc que ela conhecia em cada parque.


Isto me auxiliou muito (valeu, Ana!!!), pois conhecendo melhor o funcionamento de cada brinquedo, pude antecipar para meus filhos algumas coisas, contando o que aconteceria “lá dentro” antes de entrar em cada um dos brinquedos que a altura deles permitia, para que não tivessem surpresas desagradáveis e não ficassem assustados.
Ao lembrar deste episódio que tanto marcou os preparativos desta nossa viagem, fiz este post “despretensioso” com algumas impressões e emoções vividas (agora as minhas próprias) imaginando com isto retribuir e ampliar o gesto que minha amiga Ana teve comigo na época. Espero que este post seja visitado por pessoas interessadas em ir a Orlando e que precisam de esclarecimentos sobre quais rides enfrentar ou não, ou por pessoas em dúvida sobre quais brinquedos “liberar” pra garotada, ou para os adolescentes!

Magic Kingdom:


-Pirates of Caribean:
O passeio acontece todo num enorme espaço fechado.Tem uma hora que fica bem escuro, molha um pouquinho (só uma “borrifada” de água) e tem uma leve queda, mas o barco é grande, com bastante gente junto, e não dá muito medo. A melhor coisa a fazer é avisar às crianças o que vai acontecer antes de entrar no brinquedo pra não assustar. O curioso é que a maioria dos brinquedos da Disney surgiram a partir das histórias mais clássicas e dos filmes (Branca de Neve, Peter Pan...) e muitos brinquedos recentes, surgiram de filmes como Shrek, Stitch, Toy Story etc e com o Piratas do Caribe foi ao contrário: primeiro surgiu o brinquedo, e o filme foi criado depois, baseado justamente neste brinquedo, que considero imperdível e que apesar de antigo, foi atualizado, inseriram trechos que fazem alusão ao filme e um boneco animatrônico (especialidade Disney) do Jack Sparrow impressionante. Mesmo os bonecos mais antigos são perfeitos em seus mínimos detalhes.
- Jungle Cruise:
Hiper tranqüilo. Um passeio de barco na selva com bonecos de animais fazendo animações e macaquices. Pra mim perdeu totalmente a graça depois que conheci o Animal Kingdom, onde se vê os bichos de verdade em um safári quase real, que te envolve, além de toda aquela ambientação de Selva, com temática africana por todo o parque, que é muito legal. Só vá ao Jungle Cruise se tiver tempo sobrando.
-Splash mountain:
Imperdível! Montanha Russa na água, a “ride” passa por cenários lindos, coloridos, que encantam crianças e adultos. Muito divertido. Molha um pouco, a queda é tranqüila, não é íngreme demais, mas não deixa de ser emocionante. As crianças adoram.
-Big Thunder mountain:
Adoramos. As crianças quiseram repetir e fomos 2 vezes. Das montanhas russas “de adulto”, é a mais tranqüila de todas pra ir com crianças pequenas. Chacoalha bastante,não tem loopings nem quedas , só velocidade mesmo.
-It’s a small world:
Brinquedo tradicionalíssimo do parque, um verdadeiro “ícone”. Deve ser prestigiado e respeitado.
- Peter Pan:
Tranqüilo. Bom pros pequenos. O carrinho fica sobrevoando cenas da história. É bem ligth, bem devagar, as crianças adoram.
- Mickey’s Philharmagic:
Fiquei emocionada neste cine 3D que é um pout-pourri das histórias e filmes Disney. As imagens dos filmes e personagens, associadas à trilha sonora (aquela tradição Disney de trilhas sonoras marcantes e composições extremamente emocionantes) deixa muita gente grande emocionada. Precisa usar um óculos 3D. Ás vezes, os pequenos ficam incomodados querendo tirar os óculos. Para meu filho não fazer isso, ficava estimulando, comentando as imagens e falando com ele, me surpreendendo em voz alta com cada coisa legal que acontecia no filme pra ele querer curtir o 3D e entender o que estava acontecendo.
Ficava falando pra ele tentar alcançar as imagens esticando os bracinhos. Ele adorou fazer isso.
- The Haunted Mansion: Lindo, chega a ser “poético”. Sustinhos de leve o tempo todo. Ficaram assustados só com a cabeça da medusa. Um brinquedo tradicional, precisa ir. Os fantasmas dançando na sala de bailes e o monstro sentado ao nosso lado no final são impagáveis.
- Monsters Inc Laugh Floor: as crianças curtiram. É um show do Monstros S.A. Curtiram por causa do filme, mas precisa entender bem inglês pra acompanhar as piadas. A platéia participa. Mesmo sem entender tudo, meus filhos riram bastante, já que sabiam que a proposta era encher os tais recipientes de riso, como no filme.
- Snow White:
Bom pras crianças. Passeiozinho de carrinho pelos cenários da Branca.
-The many adventures of Winnie the Pooh:
Bom pras crianças. Mais um passeiozinho de carrinho, agora pelos cenários da história do Ursinho.
-Casa do Mickey
Melhor lugar pra tirar fotos com os personagens. Só precisa ter paciência com as filas.
-Casa da Minnie:
Com paciência, pode render boas fotos com a grande estrela do show, a “Miss Minnie”
-Toontown hall of fame tent –Salas privativas onde os personagens ficam a disposição, em determinados horários, para fotos e autógrafos. Tiramos fotos da minha filha com todas as princesas e com “o próprio”, o rato, sabe?, em uma salinha exclusiva...depois de longa fila...foi emocionante para as crianças. Apesar da fila, ver a carinha deles olhando pras princesas e abraçando o Mickey não tem preço!
- The Barnstormer of Goofy´s Wiseacre Farm –As crianças adoraram. Eu também amei! Uma montanha russa pequenininha, light, ótima pra ir “iniciando” as crianças para curtirem montanhas russas mais radicais no futuro sem medo. Isso porque não dá medo nem mal estar nenhum, mas é bem legal.
-Space mountain: Montanha tradicional do MK. Eu adoro, meu marido também. Acho beeem light. Minha filha de 8 anos não quis repetir. Achou forte. É toda no escuro, mas não tem looping. Acho que o que a deixou assustada foi o fato de que a gente não vai sentado um ao lado do outro e sim um na frente do outro, enfileirados no carrinho, e com isso, não podia abraçá-la, nem conversar, nem pegar nas mãos.
-Stich Great Scape– A dica da Ana Cristina de explicar sobre este brinquedo antes foi ótima. Expliquei o que ia acontecer ( ficamos sentados todo o tempo no escuro, em um laboratório onde estão fazendo experiências no Stich e ele escapa, sai correndo, a gente só ouve os ruídos, barulhos, e parece que eles está atrás da gente, depois sai correndo, depois parece que fica na frente, sempre correndo e mudando de lugar e a gente só vai ouvindo, sem ver nada. Dá a impressão que ele vai pegar a gente. Como expliquei isto antes, eles não ficaram com medo do escuro, nada. Acharam divertido. Tem uma hora que o Stitch arrota e o ambiente fica “empestiado” de cheiro de hambúrguer, bem de fast food. Achei de péssimo gosto, mas as crianças adoraram a piada!...vai entender...
-Buzz Lightyear’s Space ranger Spin: Amamos! Repetimos várias vezes. O carrinho dá umas giradas em seu próprio eixo que me deram um enjoozinho...mas eu sou sensível pra caramba e passou tão depressa o enjôo que pegamos a fila de novo pra repetir na hora! É interativo, cada carinho tem 2 arminhas de laser pra gente ajudar o Buzz a atirar nos alienígenas (e pontuação individual! Fomos várias vezes pra ver quem ganhava!)

Epcot:


-Mission Space: Há duas opções de passeio: uma mais ligth, verde, e outra mais forte, laranja, se bem me lembro. Trata-se de uma missão a Marte e mexe com a força g, li relatos de pessoas que sentiram muita pressão na cabeça e sensação de claustrofobia. Eu não fui. Fiquei com medo de passar mal. Mas fiquei na saída do brinquedo e não vi ninguém com cara de estar passando mal não. No fim me arrependi, pois meu marido e meus cunhados foram e falaram que é muito legal e que é tranqüilo (foram no mais fraco de tanto terror que eu fiz e queriam repetir no mais forte, mas a fila estava enorme...)
-Spaceship Earth (bola do EPCOT): Tranquilíssimo e imperdível. Ótimo! No final do passeio, você faz algumas opções numa tela e sai numa foto no ambiente que escolheu para o futuro, não lembro muito bem a história, mas a dica é sentar bem direitinho na cadeira do brinquedo, pois meu filho não saiu na foto, já que estava agarrado em mim....É tradicionalíssimo e imperdível.
-Test Track: Minha filha e marido foram primeiro, falaram que é só velocidade, não tem looping nem queda, nada. O carro passa por varios testes e provas sendo que uma delas é de velocidade numa reta. Disseram que não dá medo nem nada. Gostaram tanto que quando saíram criei coragem pra ir, mas o brinquedo quebrou na minha vez e não abriu mais naquele dia. Olha aí mais um motivo pra voltar pra Orlando!
-The seas with Nemo: Uma graça. As crianças adoraram. Os adultos também. Tem uma parte interativa, na saída, onde as crianças conversam com a tartaruga do filme, Turtle Talk with Crush, mas precisa falar bem inglês pra se comunicar direitinho e entender as brincadeiras.
- Gran Fiesta Tour Starring the Tree Caballeros – Fica dentro do pavilhão do México. É muito gracinha pra levar os pequenos. Eles adoraram. Passeio de barco com Pato Donald, Pateta e aparece o Zé Carioca!
- Soarin: Tão legal que a gente fica “viajando” nas imagens e nos sentidos...dá pra sentir aromas, ventinhos...voar, voar, voar....lindo, lindo, lindo! Como se estivéssemos voando de asa delta. Uma verdadeira “poesia”, maravilhosos. Estava preocupada com meu filho de 3anos, mas ele amou! Só o capacete que é colocado ao redor da nossa cabeça pra estimular os sentidos que ficou muito no alto pra ele e acho que ele não sentiu nem o vento nem os cheiros, mas adorou mesmo assim. Queríamos repetir, mas a fila....imensa!
-Honey I shrunk the audience: 3D do “Querida encolhi as crianças”, melhor avisar as crianças que é só um filme e que as coisas não conseguem atingir a gente, já que aparecem insetos, cobras que pulam ameaçando picar, mas é tranqüilo.
- Ellen’s energy Adventure: Muito educativo, passa pela evolução, desde o tempo dos dinossauros, tranquilíssimo, mas super longo e com muito texto em inglês. Se as crainças não dominam a língua, só vale à pena se gostarem muito de dinossauros. Meu marido adorou. Achei bem chatinho.

MGM:

-The great movie ride: Passeio pela história do cinema, com imagens dos clássicos todos. Vá se curtir muito cinema ou se seus filhos conhecem Mágico de Oz, etc...
- Indiana Jones: Um show mostrando as cenas de ação e o trabalho dos dublês. Conta alguns segredos dos efeitos especiais. É longo.
-Star tours- simulador com temática da guerra nas estrelas. Não fui.
-Muppet Vision 3D: 3D super tranqüilo. As crianças podem ir sem medo.
-Voyage of the Little Mermaid: Acontece em um teatro fechado, com atores de verdade dançando e cantando. Uma verdadeira maravilha aos moldes da Broadway!Só achei curto. Lindo, lindo, lindo! Preparem-se pra chorar! Tem uma surpresa que não posso contar...é segredo....Vale muito apena, mesmo com fila.
-Beauty and the Beast: Lindo. Estilo Broadway. Precisa prestar atenção pra não perder os horários, pois é um show num anfiteatro e tem horário certo pra acontecer.
-Light motors action –Os meninos adoraram. Muita ação, barulheira. Meu filho não se assustou nem um pouco com o barulho. Ruim mesmo é a fumaça e o cheiro de pneu queimado e combustível que fica no ar. Imperdível para os meninos. Tem horários certos para acontecer, pois acontece num mega espaço, uma arena ao ar livre. Precisa confirmar horários ao chegar lá no parque.
-Rock’n’Roller Coaster Aerosmith – Fui com a cara e a coragem. Foi meu maior desafio. É uma montanha russa no escuro, bem radical, com loopings e tudo, mas estava curiosa. E a-do-rei!!!!Minha filha de 8 anos ficou apavorada e não gostou. Ficou meio em choque. Passou um pouco mal depois, queria só dormir. Me arrependi de levá-la. “the ride” acontece com música do Aerosmith em um fone de ouvido individual que fica bem perto da orelha de cada um. É radical, alta velocidade (vai de 0 a 100Km em 3 segundos, na saída), mas é imperdível. Desejo voltar um dia, pois estava tão preocupada que não curti tudo que poderia.
-Tower of terror – Elevador desgovernado, em queda livre. Não fui porque amarelei e fiquei enrolando meu marido e pedindo pra ir em outros lugares pra não ter que ficar esperando por ele. No final, nem ele conseguiu ir.

Animal Kingdom:

-It’s though to be a bug:
Filme em 4D. Tem mais interatividade ainda. Mas é surpresa....vale muito a pena ir. Mantenho a sugestão de ficar aguçando os sentidos das crianças pequenas pra elas prestarem atenção por mais tempo e não tirarem o óculos, o que seria uma pena...Pode assustar os mais pequenos, pois os insetos fazem barulhinhos, sobrevoam a gente, e são meio nojentinhos…Mesmo assim, meus meus filhos adoraram.
-Festival of the Lion King: Show teatral do Rei Leão imperdível, muito bem elaborado, as craianças adoram, tem muita criancinha pequena dançando, curtindo.
-Kilimanjaro Safári: Um safári em um jipe muito legal, os animais todos livres (aparentemente, pois o projeto paisagítico esconde as barreiras e os limites que eles não podem e não conseguem ultrapassar), passeio muito interessante para adultos e crianças. Quem gosta do tema (safári, África etc), não deve perder. Foi a fila mais cansativa que pegamos durante toda a viagem mas ver a alegria das crianças não tem preço.
-Expedition everest – Montanha russa bem fortinha. Eu fui, já que tinha “encarado” a Rock Roller Coaster antes. Fui uma experiência e tanto! Ela faz todo o percurso até encontrar no alto do Everest com o Yeti, o pé grande, e aí volta tudo de ré! Por outro caminho! Eu gostei muito e pretendo repetir. Não fiquei nem enjoada, mas não recomendo pra crianças pequenas.
-Finding Nemo the musical: Muto bem feito. A Disney Sabe mesmo como encantar e comover as pessoas com estes musicais. É bem inovador a maneira como eles apresentam e movimentam os peixes....mas isso é surpresa...
-Dinossaur – Achei muito assustadores os dinossauros deste brinquedo. É um carro tipo jipe, off Road, balança pra caramba, e só tem bichos feios, gigantes, medonhos. A minha filha de 8 anos, amou e quis repetir mais duas vezes. Eu não quis voltar de jeito nenhum. Amarelei. Meu filho menor, eu não deixei ir.

Sea world:

- Wild artic – Simulador no ártico. Tem versão light por terra e uma mais pesada, de helicóptero. Nos dividimos e fui com o menor na light enquanto meu merido e filha, destemidos, foram pelo ar. Achei fraco. Mais legal do que o passeio em si foram os tanques e aquários na saída. Os pequenos adoram.
-Shamu Express – Montanha russa pros pequenos. É pequenininha, uma graça. Fica numa área bem infantil, com brinquedinhos pra crianças menores e um mega brinquedão daqueles de buffet infantil.
-Jorney to Atlantis- É uma Splash Mounain (portanto molha!) só que mais forte um pouco.
-Kraken- Só meu marido encarou. É muito pra mim: loopings, torções, ponta cabeça, quedas de tudo quanto é jeito...Ele ficou tonto e enjoado por umas duas horas depois que desceu do brinquedo. Este ano inaugurou uma mais radical ainda, chamada Manta.
- Blue Horizons, Believe, Pets Ahoy, Clyde Seamore, Odyssea – Belos shows, todos muito bem estruturados e organizados. É emocionante. Algumas áreas dos teatros, muitos ao ar livre, molham bastante.

Universal:


-ET adventure- Uma surpresa maravilhosa quando vi que o passeio seria na bicicleta do filme, e ainda tinha a cestinha do ET na frente da bike. Para quem curtiu o filme, é muito emocionante. Adoramos. Mesmo meus filhos, que não conheciam o filme, gostaram e nos fizeram comprar pelúcias e vários souvenirs do ET na saída!
-Earthquake- Simula um terremoto, tudo balança, barulho, coisas caindo. Não achei nada pesado.
- Twister - achamos muito legal. É bem impressionante, vai ficando escuro, começa uma ventania, e um temporal. Tem alguns sustos. Simula a passagem daquele furacão do filme. O mais engraçado foi a vaca voando!
-Jaws – O filme é um clássico e o brinquedo merece ser visto, mas não achei nada emocionante. O melhor é avisar as crianças que o barco vai ser surpreendido umas 3 vezes pelo tubarão. O robô do tubarão não dá medo nenhum. As pessoas até simulam que estão apavoradas, mas de brincadeira porque vira até piada.
-Men in black – Tem uma pistola pra cada um brincar de acertar nos aliens do filme. Achamos divertidíssimo. Gira bastante.
-Jimmy Neutron – Mistura Jimmy Neutron com Bob Sponge, Padrinho Mágicos etc. É um simulador, sentado em cadeiras que balançam e se movem para cima e para baixo e pros lados. As crianças adoraram, prncipalmente o meu pequeno, mas não é dos mais “lights”.
- Shrek 4D: É o mesmo filminho 3D que vem no DVD do Shrek, com 2 óculos de papel. É tranqüilo, só as cadeiras balançam um pouco e vale a pena!
- Terminator 2 3D – Assustou um pouco minha sobrinha de 2 anos. Os meus ficaram tranqüilos. Mistura 3D com atores de verdade e isso foi o que assustou, pois tínhamos falado que era um filminho.
-Revenge of the Mummy- Terceira e última dose de coragem que tomei nesta viagem. Gostei muito. As crianças não foram. O passeio é tranquilo, assustadores mesmo são os cenários.
- Woody Woodpeckers Nuthouse Coaster- Montanha russa pras crianças pequenas. Boa até para os adultos. Eles adoraram, acharam “radical”, na medida deles!

Island Of Adventure

- Incredible Hulk Coaster - Montanha russa gigante, medonha. Só meu marido tem coragem. Ficamo embaixo, observando as coisas que caim dos bolsos das pessoas (tem até uma rede de proteção sobre o lago e sobre os caminhos pra que não caia na gente)
- Dudley Do-Right's Ripsaw Falls – Estilo Splash Mountain. Tinha um pai apavorado na fila, falando que era super forte, uma mega queda na água. Eu quase voltei pra trás com as crianças, mas encaramos e todos curtiram, não é tão forte. Tem duas quedas, uma menor e outra bem mais alta. Molha muito mesmo. E ainda tem umas pistolas de água estrategicamente localizadas por onde pessoas passam, embaixo da montanha russa, e qualquer um podem ficar mirando e atirando na gente dentro do carrinho.

- The Cat in the hat - Esta história não é muito popular no Brasil, mas os pequenos adoram. Brinquedo bem colorido, vá sem medo.

-One Fish, Two Fish, Red Fish - muito legal, bem infantil. Um tipo de carrossel que gira, sobe e desce. A brincadeira consiste em prestar atenção na música que fica tocando e obedecer o que fala na música pra não se molhar. Ela manda subir, descer, rápido ou devagar...porque vão saindo jatinhos (pequenos) de água do brinquedo estratégicamente colocados que molham as pessoas nos carrinhosse você não obedecer. O mais legal é que os maiorezinhos fazem tudo ao contrário, justamente pra se molhar. Adoramos.

-Duelling Dragons – São duas montanhas russas quase iguais, com loopings e tudo mais que tem direito. Não tivemos coragem.
-Jurassic Park River Adventure – Lindo. Passeio pelo cenário do filme. Acaba com uma bela queda na água, claro. Todos curtiram.
-Popeye & Bluto's Bilge Rat Barges – Um bote numa corredeira. Molha demais.
-The Amazing Adventures of Spider-Man – Maravilhoso. Nem meu pequeno se assustou, Mistura 3D no meio do passeio. Imperdível pra todas as idades. Algumas cenas de 3D podem assustar, pois os vilões pulam no carrinho, querem pegar a gente, mas é tudo 3D. O final é surpreendente. O melhor brinquedo do parque.
- Flying unicorn – Montanha russa pros pequenos. Fica no Lost Continent.




Bom, teria até muito mais pra escrever mas o post tá gigante e pretendo ainda colocar algumas fotos.




Para meus amigos do fórum de discussão do VPO, que sei que vão visitar meu blog, prometo mais posts de Orlando no futuro!...e fotos!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Viva Barcelona


Barcelona é uma cidade que se revela aos poucos.

O turista que chega pela primeira vez à cidade, segue direto para seus principais monumentos, para as obras de Gaudi e para as principais ruas e avenidas, como Paseo de Gracia e as Ramblas, buscando nos pontos turísticos e em suas principais vias a identidade desta cidade tão única.

No entanto, Barcelona é muito mais do que isso. Uma visita completa só se encerra quando temos contato com a vida urbana tão intensa de seus bairros,com a diversidade de identidade encontrada em cada bairro e em seus habitantes. A mescla de imigrantes+turistas+catalães+tantos moradores temporários que ali estão só para passar um período curto de suas vidas, em busca de tudo que Barcelona pode oferecer, que só vieram a Barcelona, porque, afinal, Barcelona é Barcelona, é imensa e somos constantemente atendidos por temporários-estudantes nos bares e restaurantes da cidade. E é verdade. Eles tem razão de vir. De querer viver. Aqueles que se permitirem, devem e podem viver isto. Barcelona é única.

Certo dia, enquanto apreciava uma crema catalana (a versão catalã do creme brullè – nem indico este lugar. Já comi melhores.) sentada em um pequeno restaurante numa lateral do edifício do MACBA, no bairro do Raval, fiquei observando as pessoas naquele ambiente, em um domingo final de tarde.

Eram muitos jovens com seus skates, aproveitando as facilidades que as rampas brancas de Richard Méier, arquiteto do Museu, sem pretensões, proporciona a este esporte, também muitos casais, muitas crianças e muita gente de todo tipo passeando, convivendo, em meio a turistas tirando suas fotos de “demarcação de território”.

Em Barcelona, assim como em tantos outros lugares da Europa, talvez pela falta de espaços maiores em suas moradias, as pessoas se utilizam dos espaços públicos da cidade, sabem apreciar e valorizar isto, cuidando destes espaços, apropriando-se deles como espaços de lazer e convivência. E isto acontece o tempo todo, não é uma coisa que precisa ser planejada, feita uma vez na vida. Lá, qualquer minutinho vale. Qualquer tempinho é hora útil para o “ócio produtivo”, como costumo chamar o lazer destes tantos Europeus que curtem suas cidades, seus museus, as tantas opções culturais oferecidas pela cidade.

Caminhar pela cidade também é revelador. A cada rua revelam-se novos caminhos, novas perspectivas, imagens incríveis que ficam gravadas pra sempre na retina. É curioso como diante de tantas coisas belas para se ver e se apreciar, é difícil aguçar todos os sentidos da mesma forma, e nos prendemos a certos detalhes que naquele dado momento mais chama a atenção. Ao retornar em uma mesma rua, fazer um mesmo trajeto, descobrimos outras perspectivas, notamos coisas novas. Isto acontecia comigo direto.
Nesta cidade reveladora, nunca faltam opções para se explorar, novos lugares, novos sabores, novas perspectivas. Uma cidade de infinitas possibilidades. Uma cidade encantadora, com tanta diversidade dentro de si.

De uma maneira ou de outra, seja por sua arquitetura, moderna ou antiga, sua cultura, suas surpresas gastronômicas ou seus charmosos espaços públicos, grandes e pequenos, antigos e recentes, não há quem não se deslumbre com esta cidade de inúmeras faces, de uma diversidade e multiplicidade sem igual. Sempre há alguma coisa com que se identificar, sempre há algo novo. Talvez seja este o motivo pelo qual Barcelona atrai tantos públicos diferentes, que contribuem sobremaneira para criar este ambiente e este cenário tão diversificado que faz desta cidade uma cidade única no mundo.

Viva Barcelona!