terça-feira, 9 de março de 2010

III Missão Green Buildings em NY

Já está quase pronto o programa desta III Missão Green Buildings em Nova York.
A Missão envolve um criterioso olhar sobre as questões de sustentabilidade e meio ambiente em Manhattan, e inclui visitas técnicas aos principais Green Buildings da cidade, alguns deles os primeiros e maiores do mundo.
Entre em contato conosco para mais informações:
Interbusiness Tours: (11) 5585 3874 (Argemiro Villaça)
ArqTours: (11) 9126 9968 (Arq. Raquel Palhares)
As vagas são limitadas. Garanta logo a sua!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Nova Londres

O Parlamento e o Beg Ben continuam lá firmes e fortes. A Catedral de St Paul e a Abadia de Westminster, com toda sua imponência também. A troca da guarda ainda é atração turística no Palácio de Buckingham, as cabines telefônicas e os ônibus vermelhos marcam visualmente cada esquina da cidade há décadas.

Mas Londres também está cheia de novidades.

Desde o ano 2000, para comemoração da virada do milênio, significativas e importantes obras de reurbanização e novas construções vem sendo inseridas no skyline e na agenda cultural da cidade. Primeiro foram as obras pra comemoração em si: a roda gigante London Eye, a ponte do milênio de Norman Foster, a nova Tate Modern e a cobertura translúcida do British Museum. Depois, já dentro das práticas sustentáveis, a nova prefeitura (City Hall) e o famoso “Gherkin”, o edifício cilíndrico apelidado de pepino transformou o skyline da região central da cidade.

Mais recentemente, sérios projetos de renovação e expansão urbana vem sendo planejados. “Planejados” sim. O compromisso de reduzir os impactos climáticos fez com que a cidade de Londres começasse cada vez mais a planejar o seu desenvolvimento urbano, projetando seu crescimento populacional, direcionando o crescimento da cidade e evitando com isso uma futura degradação econômica, social e principalmente ambiental.

Ao sul do Tâmisa e principalmente a leste da cidade, melhorias na infra-estrutura urbana e de transporte prometem um crescimento considerável no extremo leste da cidade para os próximos anos. Os projetos prevêem o futuro, pensam no amanhã, vão além.

Ao sul do Tâmisa, a renovação do tecido urbano em Southbank fez toda a diferença. Alguns trechos renovados oferecem hoje opções de lazer e entretenimento únicos e estão sempre cheios de vida.

No caso das Olimpíadas, muitos dos equipamentos que estão sendo erguidos serão futuramente desmontados (muitos serão negociados e vendidos para futuras cidades-sede e outros tantos terão suas dimensões reduzidas e abrigarão outras atividades mistas). Já há todo um estudo para construção futura de apartamentos, escolas, hospitais, escritórios e outros serviços na região onde hoje erguem-se os equipamentos olímpicos.


O mais importante não é construir um Estádio Olímpico super tecnológico, deslumbrante que depois se torne um elefante branco (como é o caso do Millennium Dome, aquela tenda branca construída em 2000 para abrigar exposição sobre o novo milênio, que hoje ainda busca novas funções é indefinidamente chamada ora espaço de concertos, ora espaço de "entretenimento" - apesar da região onde está também ser hoje objeto de renovação urbana e estar crescendo como nova área de loteamentos para moradias). Aprendendo com os erros, Londres está se superando a cada dia.
Assim como aconteceu com Barcelona, as Olimpíadas são uma grande oportunidade.
No caso de Londres, de forma mais criteriosa e envolvida, promete manter a cidade no caminho do crescimento e da estabilidade, agora envolvendo-se com as melhores práticas sustentáveis.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Olimpíadas Londres 2012


Desde que foi escolhida para sediar os Jogos Olímpicos de 2012, Londres tem se destacado por estabelecer a palavra "legado" como princípio fundamental da organização do evento. A ideia aqui é que o impacto das Olimpíadas não termine em 2012, mas sim produza uma revitalização da economia que deixe benefícios de longo prazo para a cidade.
“Para organizar as Olimpíadas, não basta apenas construir as instalações esportivas, que são obviamente uma parte importante do evento. É preciso aproveitar essa oportunidade única para resolver desafios chaves da cidade, como problemas de infra-estrutura e sociais”, diz o arquiteto Bill Hanway, um dos coordenadores do projeto Legado dos Jogos de Londres-2012.
O foco do projeto olímpico londrino é a revitalização do bairro de Stratford, uma das áreas mais pobres e carentes da Europa, na zona leste da cidade.
Para discutir que tipo de legado o comitê organizador britânico pretende deixar para Londres após os Jogos de 2012 e que lições o Rio de Janeiro pode tirar disso, a BBC Brasil entrevistou Bill Hanway, vice-presidente da Aecom, a consultoria que lidera o Projeto Legado de Londres-2012.
BBC Brasil – Como começou e do que se trata o projeto Legado dos Jogos de Londres-2012?
Hanway – O projeto surgiu ainda em 2003, dois anos antes de a cidade ter sido eleita como sede das Olimpíadas de 2012. Desde o início, o que sustenta nossa iniciativa é o reconhecimento de que para organizar as Olimpíadas, não basta apenas construir as instalações esportivas, que são obviamente uma parte importante do evento. É preciso aproveitar essa oportunidade única para resolver desafios chaves da cidade, como problemas de infra-estrutura e sociais. Assim, tudo o que vem sendo feito para os Jogos foi pensado também para deixar um legado positivo para Londres que perdure pelo menos até 2040.
BBC Brasil – Por que as Olimpíadas representam um momento tão especial para mudanças nas cidades?
Hanway – Em primeiro lugar, os Jogos podem gerar uma vontade política única. Decisões que eram difíceis de serem tomadas antes, até por falta de consenso, tornam-se mais viáveis por causa das Olimpíadas. Isso decorre da atenção que a população e a mídia dedicam ao evento. Além disso, as Olimpíadas sempre atraem uma quantidade única de recursos financeiros, o que faz toda a diferença.
BBC Brasil – O que o projeto Legado pretende mudar em Londres?
Hanway – Nosso foco principal é revitalizar o bairro de Stratford, na zona leste de Londres, uma das regiões mais pobres da Europa. A expectativa de vida nessa área é sete anos inferior à média nacional. Os índices de criminalidade e pobreza também são os mais altos, enquanto os de acesso à educação e à saúde são os mais baixos do país. É justamente lá que o Parque Olímpico está sendo instalado. Nossa intenção é que as Olimpíadas deflagrem uma efetiva regeneração da zona leste de Londres. Certamente não vamos resolver todos os problemas, mas o projeto Legado pode dar os primeiros passos.
BBC Brasil – Quais serão esses primeiros passos?
Hanway – O primeiro grande desafio urbanístico da região é o transporte público. Para levar as pessoas para trabalhar no Parque e posteriormente comparecer aos Jogos, a área está sendo conectada às principais redes de metrô e de ônibus da cidade. Também teremos 14 quilômetros de novas ruas chegando à região, além de 35 quilômetros de ciclovias e calçadões. Depois dos Jogos, essa será a zona mais bem conectada de Londres. Outro problema que diagnosticamos lá foi a ausência de um espaço público de lazer. Por isso, o projeto Legado prevê que uma área de mil metros quadrados do Parque Olímpico seja convertida em um enorme parque para o público depois dos Jogos. Finalmente, o Parque está sendo desenvolvido para deixar para a região cerca de 10 mil novas casas, 35% delas a preços populares, cinco escolas e três centros médicos. Tudo isso seguindo o que há de mais avançado em termos de tecnologias sustentáveis para o meio ambiente.
BBC Brasil – Não há o risco de que parte das estruturas desse Parque Olímpico, como o estádio, fique abandonada por falta de uso depois dos Jogos?
Hanway – Graças ao projeto Legado, Londres não terá de conviver com estruturas ociosas após os Jogos. As estruturas do Parque Olímpico já têm um uso previsto para depois do evento esportivo. O Centro de Mídia, por exemplo, se tornará um prédio de escritórios. Já o Estádio Olímpico terá sua capacidade de público reduzida pela metade, já que 55 mil pessoas será espaço excessivo, e passará a abrigar uma escola de esportes para adolescentes. Com iniciativas desse tipo, vamos evitar o que ocorre na Grécia, onde há estruturas que praticamente nunca mais foram usadas depois dos Jogos de 2000 e que estão se deteriorando.
BBC Brasil – Muitos empregos costumam ser gerados antes e durante os Jogos, principalmente no setor de construção civil. Mas esses empregos não desaparecem depois das Olimpíadas?
Hanway – É importante lembrar que as estruturas criadas para os Jogos podem gerar empregos depois que o evento acabar. Os sistemas de transporte e de manutenção das redes de água, esgoto e energia elétrica que serão instalados continuarão gerando vagas de trabalho. Há previsão também de que os trabalhadores da construção civil continuarão ocupados por um bom tempo com adaptações das estruturas olímpicas às novas necessidades. Mas, o mais importante de tudo isso, é que a reurbanização e a reestruturação da região propiciadas pelos Jogos gerem desenvolvimento econômico. Estimamos que essa expansão da economia local possa gerar até 10 mil novos empregos em diversos setores, em especial no comércio e em serviços.
BBC Brasil – Qual tem sido a participação da comunidade local nos Jogos?
Hanway – Em Londres, há regras que obrigam os organizadores de grandes eventos a incluir a população local na organização. Isso é muito importante, porque só assim você mantém as pessoas motivadas e interessadas no projeto. Mais do que isso, é só assim que garantimos que o legado será de acordo com o que elas realmente desejam. Os jovens têm papel especial nesse processo. Se você pensar que os Jogos do Rio ocorrerão a daqui seis anos, são as crianças de hoje que vão estar mais motivadas e participativas quando o evento efetivamente ocorrer. Portanto, é preciso levar os alunos das escolas locais para conhecer os futuros centros esportivos, permitir que eles acompanhem a organização dos Jogos e convidar atletas para conversar com essas crianças sobre suas experiências olímpicas. Finalmente, é preciso permitir acesso especial aos Jogos para a comunidade local. É fundamental que a população que recebe as Olimpíadas possa desfrutar do evento tanto quanto os turistas.
BBC Brasil – Os desafios sociais do Rio, principalmente em termos de violência, não podem ser comparados com os de Londres. É realmente possível imaginar que o Rio possa seguir os passos de Londres?
Hanway – Enquanto Londres e o Rio são certamente cidades diferentes que desempenham papéis distintos no contexto nacional e regional, os princípios fundamentais que conduzem o projeto Legado de Londres são totalmente replicáveis pelo Rio de Janeiro. Em primeiro lugar, é preciso estabelecer prioridades, como melhorar o sistema de transportes, o fornecimento de água e a qualidade dos serviços de saúde e educação. A chave para o sucesso de um projeto legado no Rio seria garantir que os investimentos nos Jogos priorizem iniciativas que gerem benefícios de longo prazo. Mais do que isso, é preciso transformar em lei aquilo que for estabelecido pelo projeto legado, de forma que seus ideais não se percam com o tempo.
BBC Brasil – Quais são as lições que o comitê organizador do Rio-2016 pode tirar de vocês?
Hanway – Durante a organização dos Jogos, há sempre muita pressão sobre a tomada de decisão, sobre a liberação de recursos, sobre aspectos específicos do evento etc. Mas os organizadores precisam ter em mente que todo investimento financeiro e político para os Jogos pode e deve produzir um legado de longo prazo. Ao mesmo tempo em que se pensa na estrutura que as Olimpíadas exigem, é preciso olhar para o futuro e enxergar os desafios sociais e urbanos que a cidade precisa suplantar. As duas coisas precisam andar juntas. Tenho certeza de que, com esse raciocínio, a história da zona leste de Londres vai mudar completamente. O mesmo pode acontecer com o Rio.
Fonte: BBC Brasil - Victor De Martino - 11/02/2010 - 15h05

7 More London


Foster + Partners concluiu o primeiro edifício de escritórios na Inglaterra que atingiu a certificação BREEAM "Outstanding": 7 More London Riverside é o último e maior edifício no plano de More London, desenvolvido pelo More London Development, e fornece uma nova sede sustentável de 10 andares para a PricewaterhouseCoopers LLP.


O edifício integra uma série de estratégias de economia de energia.
Além de uma fachada de alto desempenho projetada para oferecer sombra e isolamento, o edifício apresenta painéis solares de água quente, telhados verdes e um completo sistema automatizado de gestão e medição.
A planta de trigeração da Combined Cooling Heating & Power (CCHP) fornece uma fonte de baixo carbono para refrigeração, calor e energia com resultado 55% inferior em emissões de CO2 ao exigido no 2006 Part L2 Building Regulations.
Visível de todos os lados, o edifício não tem uma ‘frente’ ou um ‘fundo’ óbvio, então considerações particulares e diferenciadas foram dadas às fachadas para assumirem presenças distintas dentro do projeto. As fachadas em zig-zag protegem o interior, mas permitem que a luz do dia penetre nos escritórios. Uma sequência de persianas externas animam as fachadas envidraçadas, capturando e projetando luzes e cores no interior e criando um efeito cintilante na face exterior do edifício.


Para otimizar ainda mais a luz do dia e as vistas, as alas simétricas do edifício abrem-se para o rio e revelam uma abertura circular em seu núcleo. Três pontes curvas, nos andares 2, 5 e 8, ligam as duas alas, enquanto a elevação sul cai para 7 andares para respeitar o gabarito dos edifícios ao longo da Tooley Street.
A função do átrio de altura interna tripla como uma praça central para os ocupantes do edifício - um espaço onde o potencial para a arte e o arranjo dos elevadores e pontes espelha a vida externa de More London. Escadas para subir ao mezanino com salas de reuniões e instalações de entretenimento, enquanto elevadores transportam diretamente do nível do solo para os andares de escritórios. Duas clarabóias iluminam o espaço e proporcionam um foco para o terraço jardim circular acima, que constitui um dos vários jardins de cobertura.


Mike Jelliffe, sócio responsável da Foster + Partners, comentou:“Estamos muito contentes que 7 More London Riverside conseguiu a certificação BREEAM ‘Outstanding’ e eu felicito toda a equipa envolvida no projeto. Este é um resultado excelente - é um testemunho da excelente qualidade do design; nossa altamente bem sucedida colaboração com Roger Preston & Partners, Arup, MACE, BDP e uma vasta gama de consultores e da visão e apoio de More London Development e PricewaterhouseCoopers".


• O plano More London abrange mais de 52 mil metros quadrados em Southwark delimitado pelo River Thames e inclui a prefeitura (City Hall), um hotel, prédios de escritórios e extensos espaços públicos ajardinados, incluindo um anfiteatro aberto.



Fonte:http://www.fosterandpartners.com - 08/02/2010

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Dez coisas essenciais para o meu paladar

Brincava disto ontem à noite com meu marido:
"Diga dez coisas essenciais ao seu paladar..."
...e ontem, sábado à noite, listei as minhas:
- Mostarda de Dijon (Maille, de vinho branco, com certeza)
- Presunto de Parma
- Pepino em conserva
- Sorvete Haagen Dazs Macadâmia
- Chocolate Lindt "Orange Intense"
- Comida japonesa
- Pizza marguerita de massa beeem fininha
- Camembert bem "molinho"
- Coxinha de padaria
- Vinho tinto, todos, qualquer um, sem distinção nem medo de ser feliz!
E por fim, permito-me reescrever aqui o comentário sobre tais listas que li outro dia no Blog "Brincando de chef":
Fazer esse tipo de lista é como responder qual é a seleção brasileira ideal: de um dia pro outro pode dar vontade de mudar os dez (ou os onze)...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Próxima Missão Green Buildings em Nova York

Caros colegas,
Gostaria de convidá-los para participar da terceira edição da
Missão Técnica Green Buildings em Nova York que acontecerá de 12 a 19 de junho de 2010.

O programa desta III Missão Green Buildings em Nova York envolve um criterioso olhar sobre as questões de sustentabilidade e meio ambiente em Manhattan, e inclui visitas técnicas aos principais Green Buildings da cidade, alguns deles os primeiros e maiores do mundo.

Assim como nas edições anteriores, durante uma semana em Nova York, visitaremos empreendimentos, escritórios de arquitetura, construtoras e teremos contato com diversas corporações e profissionais seriamente envolvidos com as questões de sustentabilidade na construção civil.


Clique aqui para imagens de edições anteriores.


Visitaremos também a feira Buildings NY, que abriga também mais uma edição da Green Buildings NY, dedicada especificamente às soluções verdes para a construção, setor que mais tem crescido em todo o mundo.

Para reservar sua vaga para esta Missão, gentileza entrar em contato conosco o quanto antes para garantir as melhores condições.

Contatos:
Interbusiness Tours: (11) 5585 3874 (Argemiro Villaça)
ArqTours: (11) 9126 9968 (Arq. Raquel Palhares)
As vagas são limitadas. Garanta logo a sua!

lembre-se: A melhor viagem é sempre aquela que você ainda não fez!
Um abraço e até muito breve!
Conto com você!
Arq. Raquel Palhares

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A Proposta ArqTours

Para vivenciar uma cidade, compreender sua estrutura e aproveitar o melhor de sua cultura, a sua evolução histórica e urbana, os seus monumentos e seus edifícios muito têm a contribuir. Somente compreendemos uma cidade quando a enxergamos verdadeiramente, quando compreendemos sua estrutura, convivemos com seus habitantes, provamos suas especialidades culinárias, seus hábitos e vivenciamos sua história.

Esta é a proposta das Visitas Guiadas de Arquitetura por mim idealizadas e realizadas durante 10 anos pela Câmara de Arquitetos, que começaram a ser oferecidas pelo ArqTours em julho de 2009.

A missão fundamental é levar arquitetos, engenheiros, estudantes e interessados a vivenciar as cidades, por ocasião de feiras, congressos ou eventos, com orientação adequada, organização, planejamento direcionado e otimização de tempo e recursos.

A intenção é tornar cada viagem uma experiência única de enriquecimento pessoal e profissional.

A viagem é pensada para ampliar conhecimentos, trocar informações, fazer contatos, conhecer novos produtos, novas tendências e tecnologias.

São viagens de enriquecimento profissional e cultural, e para tanto, é feita por mim uma pesquisa extensa e minusciosa de cada localidade, que gera um rico material quer é compartilhado com o grupo.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Quem converte não se diverte!

1 coca-cola em frente ao Palais Chaillot, no Trocadéro, com vista para a Torre Eiffel: 6,60 Euros

1 taça de vinho nas mesinhas externas no restaurante do Museu do Louvre: 18,00 Euros

3 peças de sushi e 1 drink no restaurante japonês do Burj Al Arab: 35 -40 dólares

1 Capuccino na Galeria Vittorio Emanuelle em Milão: 8 Euros

1 Stella ou Corona em qqr balada básica em NY: 6,50 dólares

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Rally no deserto

A imagem das grandes dunas de areia, beduínos no lombo de camelos numa paisagem praticamente monocromática, andando lentamente, seguindo trilhas por dias e dias, pode transmitir, erroneamente, a idéia de monotonia ou sossego e tranquilidade para alguns. Eu imaginava assim.
Isto é o que definitivamente não trouxemos como bagagem depois deste “rally” que fizemos pelas areias de Dubai.

Dunas que pareciam alcançar mais de 30 metros de altura, e nós a bordo de carros esportivos, 4X4, já entramos empolgadíssimos (turistas...) pedindo ao motorista (Abra era seu nome) o passeio “com emoção”, pensando que estávamos diante de algo semelhante aos passeios de bugre de Natal. Cinco minutos depois de pura e profunda emoção no estômago, já começamos a pedir para que o Abra “maneirasse” um pouquinho mais...

Foram manobras radicais pelas areias fofas, descidas íngremes e velozes do topo das dunas, altas performances do nosso amigo Abra, que num inglês quase indecifrável tecia comentários e ria muito das nossas reações. Segundo comentário do próprio Abra, estava encantado por pegar um grupo de brasileiros e achando muito mais divertido do que quando tinha que conduzir para ingleses ou alemães... palavras do Abra!

Kilômetros e mais kilômetros de areia, muita, muita areia, tantas dunas e tantos tons de bege, marrom e terracota que aquela idéia inicial de monocromia (ou monotonia) que tinha do deserto evaporou naquele calorão rapidamente. São muitos tons, as sombras, alturas, volumes, com o por do sol colorindo o céu e fazendo brilhar cada grão de areia.

Para quem nunca tinha estado em um deserto antes, foi um espetáculo!

É interessante a maneira como os automóveis que fazem o passeio tem hora determinada para sair, saem em comboio, comunicam-se e seguem uma rota e direção determinada para evitar choques ou surpresas e principalmente fazer valer o espírito de cooperação e de equipe que há entre eles. Todos juntos, ajudando-se mutuamente, nunca deixam ninguém para trás, sempre sinalizando uns aos outros, sempre atentos. Muito profissionais. N aquele trecho de deserto, criaram esta mão única para o passeio. Pelo inusitado, pela incerteza e principalmente pela paisagem, foi uma experiência e tanto! E haja estômago!

Ao final do passeio, chega-se a um verdadeiro oásis montado para nós turistas, com direito a show de dança do ventre, degustação de narguilé, passeio de camelo, tatuagem de henna e o principal: um banquete de comidas típicas servido ao ar livre, comemos sentados no chão, sobre muitas almofadas e tapetes.

Passeio de grande apelo turístico, é claro, mas como não ser turista em Dubai?!?

Na volta, Abra foi um pouquinho mais generoso conosco nas manobras e conseguimos manter o delicioso jantar que degustamos no devido lugar...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Vista de cima da Grande Arche

Para efeito de comparação (destaque para a Tour AXA/Tour First ao fundo, à esquerda):

Esta foto foi tirada por mim em 2003 de cima da Grande Arche (em francês fala-se no feminino mesmo)


La Défense 2003

Esta foto foi tirada 6 anos depois, pelo colega Nido Costa, participante e membro da delegação da Missão Paris Batimat 2009 por mim organizada este ano, de cima da Grande Arche:



La Défense 2009



La Défense e o eixo histórico

La Defense é o distrito de negócios da cidade de Paris.
Torres de grande altura e de volumes variados, um imenso centro comercial, hotéis e serviços, incontáveis linhas subterrâneas de trens, metrôs e rodovias, a grande abóbada branca do CNIT e o emblemático cubo La Grande Arche dão a este quartier um ar sempre contemporâneo.
É isso mesmo.
La Défense continua atual, apesar de seu primeiro plano de massas datar de 1958 e dos seus primeiros edifícios terem sido construídos na década de 60, La Defense continua se renovando. La Défense sempre se superou, a cada nova década, recriando e repensando seus conceitos, reformando antigos edifícios, criando novos planos, trazendo novas tecnologias e inovações, e apesar de já ter enfrentado diversos períodos de crise, continua inovando e crescendo a olhos vistos.

A localização de La Défense é estratégica e foi cuidadosamente definida. No extremo oeste da cidade, além do anel periférico, o quartier de negócios fica sobre o mesmo eixo histórico de Paris que liga o Louvre ao Arco do Triunfo. Um grande projeto inaugurado em 1989 coroou, ou melhor, enquadrou esta ligação com a Paris histórica: La Grande Arche de La Défense.



O imenso cubo vazio revestido de mármore de carrara, fecha simbolicamente a perspectiva e deixa a vista passar. É a Champs Elysées chegando com muita propriedade à periferia, também a Champs Elysées rumando para o futuro, indo além, ultrapassando seus próprios limites e os limites da cidade.

Do alto de sua escadaria, tem-se uma vista impressionante do eixo histórico e nos rendemos conta, mais uma vez, do quanto Paris é fotogênica.

Tour First – La Défense - Paris

Durante a Missão Técnica Batimat Paris 2010, visitamos o canteiro da mais importante obra em andamento em La Défense, distrito financeiro e de negócios, a oeste de Paris.
Esta visita técnica foi bastante especial, por se tratar de uma grande obra de retrofit e da torre mais alta em construção no país até o momento.
A torre original, a Tour AXA, era um edifício de vidros escuros, com 40 andares, concluído em 1974 e baseado nas fachadas cortina dos arranha-céus de Nova York, bem como a maioria das torres construídas na década de 70 na região (segunda geração de torres de La Défense). Naquela época, aquelas torres representavam um avanço, um passo rumo ao futuro, por terem se baseado em Manhattan.
Hoje o quartier de La Défense está passando por um novo processo de renovação e modernização, o quarto processo na verdade, que envolve a adequação desta antiga torre de fachada cortina aos mais altos níveis ambienteis (HQE) bem como a construção de novas torres, também segundo tais princípios.
A reconstrução da Tour First vem neste sentido simbolicamente representar o início desta nova fase, despontando como um marco da renovação do distrito e um importante passo relacionado às preocupações com as questões de sustentabilidade no país.
O retrofit da torre previu em sua reestruturação um incremento de 10 andares à torre original, que passou a ter 50 andares (218 metros de altura), e será o edifício comercial mais alto da França quando concluído (que logo perderá o posto para a Tour Phare, em fase de projeto também para esta região, que alcançará 300 m quando concluída).
Além da altura, um ganho de mais 7.300 m2 de área útil será obtido a partir do incremento de 1,5m no perímetro das lajes de cada um dos pavimentos do edifício original, além do necessario reforço nas estruturas.
O ganho principal está relacionado ao criterioso estudo de insolação que foi feito nas fachadas e permitiu que soluções diferentes e diferentes tipos de fachada (vidros duplos, ventilados ou não ou vidros simples) fossem adotados de acordo com a radiação que cada um recebe no ano e com o sombreamento provocado pelos edifícios vizinhos. O ar condicionado também foi dimensionado e planejado prevendo-se as variações de demanda por toda a área do edifício.
A eficiência dá-se também pelos projetos de iluminação e automação adotados.

Todos estes conceitos adotados em projeto e uma completa explicação sobre a obra nos foram dadas em visita ao escritório SRA, onde fomos recebidos pelo Sr. Jean Rouit, parceiro local do escritório inglês Kohn Pedersen Fox Associates, responsável pelo projeto.Um dos momentos altos desta Missão foi a subida na torre, de onde se têm uma incrível vista de Paris que ficará guardada em nossas memórias e nas muitas fotos que tiramos.

Confira mais algumas delas ainda neste post



E por fim, frase/pensamento de Paul Valéry que estava na entrada da obra desta torre, muito providencial:

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Flanando pelo Canal Saint Martin


A partir do metrô Republique, passando pela movimentada Rue Faubourg Du Temple com seus restaurantes étnicos (muitos daqueles churrascos gregos, os kebabs), chega-se até o Canal Saint Martin, que nos remete a uma Paris bem diferente daquela dos grandes Boulevares, da bele epóque e dos marcos históricos.

Aqui, neste bairro operário do século 19, ao longo do Quai de Valmy, há uma Paris de diques e ancoradouros, com lindas pontes de ferro cruzando o canal e pequenos trechos de parques públicos. Um cenário que parece saído do filme dos tempos de Edit Piaf.

O canal é ladeado por árvores, com bancos e postes antigos, com trechos de calçamento de pedra, o lugar ideal para uma boa e agradável caminhada por uma outra Paris. Há várias opções de bons cafés e bistrôs para um simples, caseiro e verdadeiro Plat Du Jour ou uma Formule, neste caso, é claro, com precinhos bem mais camaradas do que na Place de La Madeleine, por exemplo...


Visitei a Artazart, uma livraria de arte, design e arquitetura que fica no número 83 do Quai Valmy. Uma livraria deliciosa, com muitos livros de arte e design e uma pequena, mas bem selcionada seção de arquitetura. Vale muito a visita!
Ali também há alguns bares da moda, como Favela Chic e a brasserie Chez Prune, que serve ótimos frutos do mar.

Dubai - Uma cidade de contrastes

Durante três dias exploramos Dubai e Abu Dhabi em nossa primeira viagem aos Emirados Árabes, uma breve porém intensa incursão nestas duas impressionantes cidades. Fizemos esta viagem como extensão da Missão Técnica à Batimat de Paris, que já organizo há vários anos.
Maravilhoso. Seria para qualquer um. Não precisa ser arquiteto ou engenheiro para se maravilhar com as grandes obras, grandes aterros, torres subindo por toda parte, canteiros e guindastes em profusão, uma imagem verdadeiramente de oásis da engenharia no meio do deserto. Empreendimentos que enchem os olhos, ilhas artificiais, alguns acabados, outros em obra, que apesar de todas as críticas contrárias e do todo o impacto ambiental que provocam (afinal, ali não há preocupação real com o meio ambiente... ainda), estão com certeza atingindo seu objetivo e chamando a atenção de todo o mundo.




É claro que algumas das obras mais megalomaníacas, como o Hydrópolis e o próprio The World encontram-se em ritmo desacelerado, mas nenhum dos inúmeras devaneios arquitetônicos de Dubai foi cancelado. Nem suspenso.
Com mão de obra muito barata (os imigrantes de países pobres da Ásia, trabalhadores da construção civil, estão ganhando em média 300 dólares por mês) e farta, não há crise que impeça a movimentação dos guindastes e das areias por toda parte.
Nem a Berlim pós reunificação alemã, nem Pequim ou Barcelona pré-olímpica presenciaram tamanha explosão construtiva, tamanho impacto na vida e na economia de uma cidade ou de um país.
Dubai, esta metrópole no deserto, imbuída de uma ambição gigantesca, propõe-se a ser um destino turístico luxuosíssimo e cativar os mais exigentes viajantes da alta classe com seus resorts e mega shoppings e tornar-se a capital de negócios do oriente, com seu distrito financeiro que já abriga a mais alta torre construída no mundo até hoje, o Burj Dubai (em fase de conclusão), e empreendimentos imobiliários de torres de apartamentos e condomínios residenciais dignos de xeiques para abrigar os novos moradores, homens de negócios, em sua maioria ocidentais.
Abu Dhabi, por sua vez, não mede esforços nem recursos para trazer para si o título de capital cultural do oriente, e ali já se observam as obras das futuras filiais do Museu do Louvre e do Guggheinheim, em uma ilha destinada aos museus, chamada Saadiyat Island ou Distrito Cultural de Saadiyat, além de uma filial da Sorbonne de Paris e de outras universidades do mundo ocidental tão bem afamadas quanto. Estivemos lá em dia de Grande Prêmio de Fórmula 1, inclusive. Um privilégio.
Agora, tudo isso é muito novo, muito recente. A história de Dubai cabe em um museu de, acredito eu, pouco mais de 120 metros quadrados, o qual visitamos em 20 minutos.
Impressionante mesmo são os contrastes: a população local nativa (apenas 10% no caso de Dubai), convive com uma infinidade de imigrantes e ocidentais que muitas vezes desconhecem os hábitos e costumes muçulmanos. Restaurantes e pequenos comércios, antigos mercados a céu aberto convivem com colossais e luxuosos shoppings e boutiques das griffes mais famosas e caras do mundo.

A bebida alcoólica, proibida nos restaurantes e bares locais, é largamente consumida em clubes privados e hotéis internacionais. Os mezzes. kebabs, homus e tabules, servidos bem ao lado dos letreiros do Mc Donalds...
As dunas de areia, na imensidão do deserto ali logo ao lado, observam os novos arranha-céus que pontuam a cidade, além, é claro, de um contraste que salta aos olhos: carros que são verdadeiras super máquinas, mega potentes, convivendo lado a lado com os camelos...
Assim é Dubai.
Uma cidade de contrastes maravilhosos, que vale a pena conferir. Uma cidade de muitos “layers”, onde tudo é possível.
Estarei lá novamente, em 2010, com uma Missão Técnica elaborada a partir desta primeira visita, recheada de muitas experiências extravagantes e exclusivas e visitas técnicas aos principais empreendimentos em andamento na cidade, além, é claro, de uma visita à feira Big 5 Exhibition, maior evento de construção do oriente.
Para participar desta próxima Missão, envie-me seu email e o manterei informado sobre as datas e opções de pacote, pois certamente as vagas que teremos serão poucas.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Paris, je t'aime

Declarando meu amor a Paris

Sempre fui fascinada por Paris.
Não é uma cidade alucinante e vibrante como NY, Tóquio ou Berlim, com seus luminosos e seus relógios a girar aceleradamente.
Paris é diferente. Em Paris, ao contrário, o tempo pára. Ela é singular, única.
Um museu a céu aberto, repleto de história, arte e cultura. Nem uma vida inteira seria suficiente para suprir a minha “vontade”de Paris.
Paris é uma cidade que nos convida à contemplação, à degustação (Bien sure!), a praticar a “joie de vivre”. Seus parques, suas praças perfeitas, seus caminhos, as grandes perspectivas, as pessoas, e as vistas do alto... Paris vista do alto revela-se quase mais bonita ainda! Tudo ali para se admirar. Eu fico deslumbrada. Sempre. Não importa quantas vezes já tenha ido.
Paris é como uma grande dama muito, mas muito sofisticada, delicada e cheia de mistérios. Uma dama que se dedica ao toilette completo antes de se apresentar em público, sem nenhum fiozinho de cabelo fora do lugar sequer. Paris é perfeita, mesmo em suas imperfeições. Sabe aquela linda mulher em quem até uma imperfeiçãozinha no queixo, nos lábios ou um pouquinho de estrabismo caem bem? Pois para mim, Paris é linda até quando se mostra imperfeita.
Não há nada mais prazeroso do que flanar em Paris. Sem destino, sem pressa.
Flanêrie... Só os franceses mesmo pra inventar um substantivo para definir o “andar sem rumo”...
Mesmo com toda a oferta de atrações turísticas, espetáculos, museus, o melhor mesmo é simplesmente flanar. Sem hora e sem destino. Deixar a cidade penetrar por todos os seus poros. Se perder em Paris é se encontrar.
Paris me emociona. Paris me encanta. Ir a Paris é como reencontrar uma velha amiga, sempre cheia de histórias pra contar, com quem a gente não vê o tempo passar.
Paris é inesgotável. Já fui e voltei várias e várias vezes, e a cada viagem, tentei decupar a cidade palmo a palmo, e há muito constatei que todo o tempo ou o sempre será insuficiente. Paris sempre revelará uma nova face, será uma novidade, mesmo com seus muitos e muitos séculos de existência, a cada viagem redescubro a cidade. E a mim mesma. É uma cidade que se renova, acima de tudo.
Como estudiosa do desenvolvimento urbano de diversas cidades européias, Paris ainda é para mim uma inesgotável fonte de pesquisa. Minha preferida. As perspectivas criadas pelas aberturas dos grandes Boulevares, o eixo monumental que exibe séculos e séculos de história ao longo de sua trajetória, passando pelo Louvre, Place de La Concorde, Tuilleries, Champs Elisees, Arc Du Triumph, Grande Armée, culminando na Grand Arché de La Défense tão contemporânea, dariam todo um tratado de história do urbanismo. As perspectivas mais inusitadas que culminam em seus pontos de fuga com monumentos como o Panthéon, Invalides, ou ainda as pontes e o Sena. As pontes de Paris com certeza dariam um outro tratado.
E tem também esta mistura entre o novo e o antigo, que, diga-se de passagem, também dá todo um “charme” – só pra usar um galicismo – à cidade e proporciona contrastes incríveis.
Paris é fotogênica. Impossível voltar de lá com fotos ruins. Também é impossível voltar sem boas memórias “gustativas”. Comer mal em Paris é praticamente impossível. Em qualquer brasserie ou bistrô, qualquer “Formule” ou “Plat Du Jour” é tratado como alta gastronomia até na apresentação do prato, sempre bem caprichada, com aquele toque francês...
Enfim, Paris é Paris. Incomparável e inesquecível. Revisitá-la será sempre uma grande alegria e uma grande renovação.
A bientôt, Paris!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Site ArqTours

Pessoal,
Os programas de Visitas Guiadas, Viagens Culturais e Missões Técnicas da Câmara de Arquitetos agora terão seu próprio espaço: meu novo site, ArqTours.com.br by Raquel Palhares!!

O site está sendo finalizado, está cheio de novidades, dicas, fotos etc e em breve receberão notícias.

Além da 4a edição da Missão Técnica Paris Batimat que já está confirmada para o próximo mês, este ano vamos também a Dubai, e em 2010, muitas novidades. Aguardem!!!...e Podem ir arrumando as malas!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Missão Técnica BATIMAT Paris e Dubai

De 27 de outubro a 08 de novembro deste ano, realizarei mais uma Missão Técnica à Paris, por ocasião da BATIMAT, Salão Internacional da Construção, especializada em tecnologia, equipamentos e materiais para construção que este ano terá enfoque no desenvolvimento sustentável e eficiência energética.
A Missão Técnica à BATIMAT-Paris e DUBAI, incluirá, além de dias dedicados às visitas à feira, um dia de visitas técnicas guiadas em cada cidade, atividades culturais e sociais, proporcionando à delegação de profissionais momentos de networking, informação técnica, cultura e negócios. Nesta oportunidade, conheceremos Dubai, maior canteiro de obras do mundo e muitas novas obras na cidade luz.

Para mais informações, favor contactar a InterbusinessTours - miro@interbusinesstours.com

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Brunch em NY

É uma tradição.

Aos sábados e domingos, o brunch nova-iorquino transforma a agitação comum aos moradores e à própria cidade em calma e apreciação. É isso mesmo. Eles apreciam muito este momento, a comida, as bebidas e tomam seu tempo. É como se fosse uma forma de recarregar as baterias para começar uma nova semana na Grande Metrópole. Os buffets de café da manhã das sofisticadas padarias de São Paulo e dos grandes hotéis podem ser ótimos e funcionar bem por aqui (lembro-me até da época aqui em Sampa que saíamos da balada direto pro café da manhã do Maksoud Plaza - puro glamour), mas lá é diferente. Não pelo glamour, mas tem um gostinho especial...talvez sejam as panquecas e waffles...mas desconfio que seja mesmo pelos drinques, champanhe...

Os bistrôs, restaurantes e cafés ficam lotados, e nos mais concorridos, as filas são comuns. São dezenas de pessoas na rua em pé, esperando uma mesa (de preferência na calçada nos meses mais quentes). Nesta época do ano, julho/agosto, tudo fica mais bonito e animado com a chegada do verão. As mesinhas na calçada são sempre as mais concorridas, mas nem sempre acomodam grupos grandes, pois são de 2 a 4 lugares e devido ao espaço sempre restrito, não dá pra “juntar” uma mesa na outra , hábito tupiniquim que eles não apreciam nem um pouco...
Espera para o brunch no Sarabeth´s, ao lado do The Plaza: a cena se repete por toda a ilha nos finais de semana

Como turista ou como ciccerone em NY, sempre foi difícil dedicar muitas horas ao brunch e apreciá-lo à moda, como deve ser. Sempre preferi me atirar nos museus e nas caminhadas sem perda de tempo, pra aproveitar ao máximo a cidade.

Mas desta vez e pra sempre descobri: não é perda de tempo não, é tempo ganho! Foi uma experiência incrível!

Fomos ao Isabella´s. Sugestão da minha nova amiga Anna, guia brasileira em NY.




Da esq pra dir: Lisa, Isa, Cris e Tefi Demori - todas de Caxias, Roseli -de SP- e eu, à direita: uma das muitas boas lembranças desta viagem


Fica no Upper West Side, Columbus Av, na esquina (SW) bem atrás do Museu de História Natural. Pena não ter conhecido este lugar antes...já teria tomado muitas mimosas na vida...mas Nova York é assim, cheia de surpresas, mesmo para os turistas mais “habitués”...

Frutas frescas cortadas com a precisão e delicadeza de um bom sashimi, pãezinhos deliciosos, um omelete inesquecível guarnecido de salada e uma generosa fatia de melão...fora as panquecas e waffles que fazem crescer os olhos...e os quilinhos também...




Meu Omelete com Mushrooms e Cheddar derretido




Crepe Pancakes com muitas "berries"






Tradicional Bagel com Salmão e Cream Cheese das "Delis nossas de todo dia" aqui em grande estilo



Outros pratos tradicionais num brunch são as torradas, o bagel, o salmão defumado, o cream cheese, ovos preparados de mil maneiras, o dispensável bacon, tudo regado a café, chá, sucos e – porque não- mimosas e bellinis...mas para apreciar os alcoólicos, vá depois do meio dia e, pelo movimento daquele domingo, se puder, faça uma reserva. É possível fazer reserva on line.

vai a dica então:
Isabella´s
359 Columbus Ave.at 77th St.

domingo, 19 de julho de 2009

Vídeo - Adeus a Michael Jackson no Harlem

Dia 07 de julho de 2009
Mais um filmezinho legal complementando o post anterior sobre MJ.
Destaque para Henrique Bianchini (de costas, camiseta branca e mochila vermelha dançando), professor de dança e estudioso da cultura Hip Hop da Casa da Dança , em São Paulo, que acompanhou o grupo e idealizou esta emocionante caminhada pelo Harlem, e contribuiu com sua dança e com seus conhecimentos nesta fantástica viagem, o 1o. Urban Dance Experience Tour!



video

Dia 07 de Julho de 2009 - O adeus a Michael Jackson

Esta foi uma experiência única, que merece ser compartilhada aqui.

Por uma coincidência, estávamos no Harlem, em Nova York, justamente no dia 07 de julho, mesmo dia em que aconteceria, em Los Angeles, horas mais tarde, o sepultamento do corpo de Michael Jackson.


Aqui estou em frente a entrada do Apollo Theatre,ao lado desta imagem de MJ montada com flores



Mais coincidências: estava com um grupo da Casa da Dança de SP liderados pelos professores de dança Tati Sanchis e Henrique Bianchini (tinha dançarinos de várias partes do Brasil e até uma representante internacional: do Uruguai!!). Estávamos participando do 1o. Urban Dance Experience Tour. O grupo era formado por professores de dança e vários alunos de hip-hop, dentre os quais me incluo...no meu caso, por puro prazer de dançar... E que grande "experience" tivemos este dia!

Ali, na mais conhecida comunidade afro-americana dos Estados Unidos, participamos de manifestações espontâneas e muito emocionantes sem que nos déssemos conta de que naquele mesmo dia o corpo de MJ seria sepultado e que estávamos vivendo um momento histórico.

Muitas equipes de TV, antenas, fotógrafos, todos em busca de imagens que transmitissem ao mundo aquela emoção. E nós ali, sentindo na pele e no lugar.



Equipes de TV à postos por toda a praça em busca de imagens que traduzissem tudo aquilo que acontecia ali

Independentemente das suas esquisitices e dos escândalos em que o astro se envolveu em seus últimos anos de vida, para mim ele foi e sempre será um grande artista, um visionário, ainda pequeno já se destacava entre os irmãos, e se transformou no fenômeno da música pop, revolucionando, levando para a grande mídia aqueles seus movimentos que se tornaram “marca registrada” de sua dança, suas coreografias e seus clipes inovadores que deixavam a todos boquiabertos pelas soluções tecnológicas e pela criatividade. Grande artista. Ele flutuava no ar. Estava adiante de seu tempo. Era muito, era tanto que acho que não cabia mesmo naquele corpo.
Então, à nossa maneira, também nos despedimos dele.

Neste momento, encontramos reunidas numa praça logo ao lado do Apollo Theater, várias pessoas que, com um rádio ligado, ouviam, cantavam e dançavam em homenagem ao ídolo. Uma celebração espontânea e muito, muito alegre. E as músicas que ouvimos fizeram todo o sentido naquele momento. Nós, turistas entre os locais, brancos em meio aos pretos, mas todos unidos em um mesmo sentimento, dançando juntos, cantando....todos tão iguais...”Make a better place...” ”For you and for me and the entire human race....” ”don´t matter if you´re black or white ...” Tudo fazia sentido! Muita vontade de chorar!

Unidos em coro a esta pequena roda de fãs, cantamos e dançamos na 125th Street as músicas de Michael!!

Já a parafernália montada em frente ao Apollo Theater logo ao lado, parecia um grande delírio e mais remetia à agitação da Times Square. Muita gente tentando ganhar uns dolarezinhos em cima do ídolo. Dezenas de barraquinhas de camisetas, bonés, CDs DVDs, toda sorte de souvenirs com a imagem de Michael, luvinhas brancas às pencas e até a caneta pra deixar uma mensagem na parede era alugada. Mas isso não tirava a importância do momento e o clima de despedida que tomava conta das pessoas e do lugar. Rosas, presentes, pelúcias, coroas de flores....um tributo ao ídolo...O corpo podia estar em LA, mas foi velado ali também. Sentimos isso.

Foi muito emocionante deixar um recado ali, em meio à mensagens de gente de todo o mundo. Nunca tinha presenciado tão de perto a emoção da despedida a um grande ídolo mundial. Fico imaginando como deve ter sido com a Princesa Diana, John Lennon, Airton Senna e tantos outros seres especiais que passaram aqui pela Terra...Um momento especial sem dúvida... e muito, muito pessoal, muito subjetivo. Cada um se apropriando daquilo tudo de uma maneira, à sua maneira, fazendo sua oração, e sentindo de forma única e diferente....

Para compartilhar um pouquinho aqui com vocês, postei alguns vídeos na sequência, tentando traduzir a emoção de estar presente nesta hora neste lugar!

To MJ: Your Music will live forever!!!!!



video