domingo, 9 de outubro de 2016

"California Dream" reinterpretado


No extremo oeste do continente americano, São Francisco sempre foi um lugar diferente. A sua identidade é única e em nada se compara a outros grande centros inclusive dentro do próprio estado da Califórnia, como Los Angeles, ou San Diego. 
Isso se deve muito à sua população mista, composta por imigrantes de todas as partes do mundo e de vários outros lugares dos Estados Unidos.
Mais uma característica unica de São Francisco: 
 escadarias, ou “steps”, substituem as ruas nas regiões mais ingrimes, 
criando espaços agradáveis como pequenos jardins, 
caminhos vegetado,  além de vistas e perspectivas da movimentada cidade. 
foto: Raquel Palhares   
Até a metade do século XIX, a cidade esteve bastante isolada, pois era difícil chegar a São Francisco (até hoje acho super longe!). Mas após 1849, com a Corrida do Ouro, São Francisco cresceu rapidamente.
A população inicial veio de algum outro lugar: Espanha, Inglaterra, Irlanda, Italia, China, Filipinas, México e América Central, e de outras partes dos Estados Unidos, em busca do "California Dream", o sonho americano de ir para a Califórnia, encontrar ouro e enriquecer.
Tantas pessoas com suas individualidades e uma grande diversidade étnica, levou a um grande respeito às diferenças e uma cultura muito mais abrangente.
Uma cidade que se desenvolveu incluindo e respeitando diferenças, criando um ambiente propício à tolerância e liberdade de expressão. Com forte histórico de ativismo político, foi o local da fundação das Nações Unidas em 1945, foi epicentro do movimento hippie e da geração beat, palco de inflamadas manifestações pacifistas e pelos direitos civis.
Mesmo depois do advento da Ferrovia Transcontinental, e a facilidade de se viajar por ar a partir dos anos 60, São Francisco manteve-se única, um lugar afastado das mais convencionais culturas americanas, com uma sociedade multi
Em seu currículo, São Francisco é apontada também como a cidade que pela primeira vez defendeu casamentos homossexuais e onde, em 1978, a primeira bandeira de arco-íris, símbolo do movimento LGBT, foi alçada e trazida a público.

Foi a primeira cidade do planeta a proibir o uso de sacos plásticos não recicláveis e brinquedos que contenham produtos químicos e 17% da área total da cidade é reservada a parques e espaços verdes.

Vista do alto da Coit Tower, skyline de San Francisco.
Foto: Raquel Palhares

Com esta personalidade tão forte, São Francisco sempre buscou olhar para fora, atenta para o que acontecia de mais inovador e ousado no mundo e trouxe isto para a sua história e para a sua arquitetura. Ao longo do tempo, várias vezes a cidade buscou inspiração para sua arquitetura em seu clima, em seus recursos naturais, em sua topografia, respeitando a evolução econômica e sua sociedade. Os novos edifícios, as novas tecnologias e a arquitetura do século XXI continuam este debate. Os arquitetos da cidade, que sempre buscaram parâmetros na natureza e em seus recursos e no que se fazia de mais vanguardista  e inovador no mundo, sempre estiveram antenados para o momento histórico presente. E assim, até hoje, São Francisco continua a se projetar para o mundo como uma cidade diferente e de ponta.
Hoje a cidade de São Francisco é líder em empreendimentos certificados LEED nos EUA. Em toda a Bay Area, há mais de 700 processos de certificação LEED em andamento (mais do que em todo o Brasil).
A alta densidade urbana, em uma cidade compacta, onde pouco mais de 800mil habitantes vivem em 122km2 com um eficiente sistema de transporte público, favoreceu a sustentabilidade urbana, a reciclagem de resíduos (obrigatória por lei desde 2001) e a compostagem.

Delegação Missão Técnica ECOBuilding em São Francisco,
Arqtours, realizada em outubro 2012
A cidade abriu uma grande linha de financiamento para a produção de painéis solares, turbinas eólicas e para a melhoria da eficiência energética e hoje existem mais de 125 mil vagas de empregos públicos e privados “verdes” na cidade.
Não foi sem motivos que São Francisco foi eleita a cidade onde menos se desperdiça nos Estados Unidos, já que seus habitantes costumam, por exemplo, desligar as luzes quando não utilizam os cômodos e boa parte dos táxis são carros híbridos ou alimentados por biocombustíveis.
São Francisco tem uma sociedade consciente, natureza presente, boas iniciativas em benefício do meio ambiente.
Delegação Misão Técnica GreenBuild em São Francisco,
Arqtours, realizado em setembro 2016
Seus planos e suas diretrizes apontam para um futuro cada vez mais consciente e cada vez mais verde.

Talvez esta deva ser a reinterpretação do “California Dream” para o século XXI ...

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O valor do sorriso

Caros colegas arquitetos, que cara vocês acham que deve ter uma clínica odontológica do século XXI?

Como criar um ambiente confortável que inspire confiança, reduza a ansiedade e faça com que as pessoas praticamente esqueçam que estão em um consultório odontológico?

Muitos novos consultórios vem se livrando das paredes brancas e das salas de espera monótonas repletas de revistas velhas. Aqui no Brasil  há bons designers de interiores e arquitetos especializados neste mercado fazendo projetos interessantes que fogem ao convencional, mas o projeto mais bonito que já vi para uma clínica odontológica fica em Berlim.


Visitei recentemente esta clínica e spa odontológico na Alemanha, chamada KU64, que ocupa dois andares de um prédio antigo, no número 64 da elegante e bem frequentada Kurfurstendamm, a “Champs Elysees” de Berlim, uma avenida repleta de boutiques de grife, hotéis estrelados e bistrôs com cadeiras na calçada ao melhor estilo parisiense.

O projeto desta clínica, assinado pelo escritório GraftLAB, em nada se parece com uma clínica odontológica. Nem o cheiro de consultório de dentista tem.

Os interiores em dry wall curvado fazem desaparecer cantos de paredes e integram o ambiente do piso ao teto de uma forma fluida que provocam este efeito de 3D como se estivéssemos em meio a dunas de areia ou entrando em uma praia. Tudo em tons de amarelo, conseguido através da pigmentação de um selante de poliuretano que foi aplicado sobre todo o dry wall. 

O arquiteto Lars Kruckeberg do GraftLAB define o conceito central deste projeto com a palavra “dunescape”, fazendo referência a paisagens de praia e dunas e areia como forma de “escapar” da ansiedade que gera uma visita ao dentista: sentar na cadeira do dentista como quem senta em uma espreguiçadeira de praia.

O ambiente com estes dry walls tem um toque futurista e inovador e cada ângulo que se olha traz uma novidade, uma nova perspectiva, um novo detalhe, como por exemplo é possível ver de certo ângulo uma figura humana se formar a partir de pontos brancos estrategicamente colados sobre o dry wall. Algumas paredes internas vegetadas criam uma combinação muito agradável com os corredores amarelos e trazem vida, humanizando o espaço com as suas plantas.

Móveis em tons bordô fazem o contraponto perfeito com o amarelo do “piso-parede-teto”. Virei fâ deste projeto e deste escritório desde que visitei uma outra obra deles com este mesmo conceito do dry-wall curvado, o Hotel Q!, também em Berlim. (assunto para outro post futuro).

Na sala de espera, integrada a um pequeno terraço com ares de praia, sofás e confortáveis espreguiçadeiras criam um ambiente muito aconchegante. Uma lareira suspensa, presa ao teto no centro da sala de espera, foi desenhada especialmente para este projeto pelo escritório. O Sr. Petros Prontis, Marketing e Comunicações da clínica, nos confessou que já houve caso de pacientes irem até lá mesmo sem ter consulta agendada somente para passar algum tempo no sofá, tomar um café e ficar consultando a internet ou apenas relaxando.


Na espera das crianças, aconchego e diversão tiram o foco de atenção das “questões dentárias”: sofás feitos de bichinhos de pelúcia, brinquedos interativos, cabana, túneis e escorregadores que mais lembram um buffet infantil em dia de festa do que um dentista.

Nos consultórios propriamente ditos, não há como fugir do elemento central: a temida cadeira e seus apetrechos e motorzinhos, mas o ambiente é tão agradável, com janelas voltadas para fachada sul que deixam entrar luz natural e proporcionam vistas da cidade, que os pacientes ficam bem relaxados, quase numa cadeira de praia. O consultório infantil foi decorado com motivos espaciais, incorporando a temida cadeira ao tema, como se ela fizesse parte de uma nave espacial e no teto, telas de TV embutidas distraem os pequenos.

Arq. Raquel Palhares com o arq. Lars Krückeberg em Berlim, 2011.
Os arquitetos criaram outros espaços incríveis, como uma sala de escovação com uma enorme cuba central branca maravilhosa e  torneiras pendentes incríveis, enfim, o projeto todo é verdadeiramente cuidadoso, inclusive na comunicação visual, nos banheiros, corredores, copa e cozinha dos funcionários. Um projeto diferenciado e muito criativo.


Um projeto tão diferenciado e exclusivo só foi possível graças à vontade de todas as partes, principalmente dos clientes (um grupo de 8 dentistas com mentalidade jovem dispostos a inovar) de criar ambientes que fizessem com que a ida ao dentista fosse mais agradável. 

Desta forma, eles seguramente puderam realizar um outro sonho de todo dentista: ver seus pacientes sorrindo!



A ArqTours esteve em visita técnica ao KU64 em duas oportunidades, como parte da agenda da 
Missão Alemanha AsBEA-RS realizada com exclusividade para esta entidade em 2011 
e novamente durante a 
III Missão ArqTours e Ecobuilding Alemanha, realizada em Maio de 2015.









terça-feira, 22 de setembro de 2015

Pérolas do Deserto

Imagine um empreendimento de 2.500 hectares construído para abrigar atividades de lazer e entretenimento e criar um novo foco de atração de turistas de todo o mundo com praias, hotéis, resorts, marina, spa, parques temáticos, campo de golfe, shopping centers, etc. Agora imagine uma ilha. Uma ilha em um lugar onde há sol e altas temperaturas o ano todo e as chuvas são praticamente inexistentes.

Finalmente some a tudo isso a adrenalina e velocidade das corridas automobilísticas e o luxo associado a uma das marcas de carro mais desejadas de todo o mundo.

Esta “ilha da diversão” existe e se chama Yas Island. Fica nos Emirados Árabes, pertinho de Abu Dhabi e de Dubai e foi inaugurada em 2009.

Yas Island é uma ilha artificial e custou cerca de 40 bilhões de dólares. Foi Yas Island que projetou Abu Dhabi para o mundo. Yas Island e o hotel Yas Viceroy ficaram mundialmente conhecidos em 2009, ano de sua inauguração, durante o primeiro Grande Prêmio de Abu Dhabi de Formula 1, quando o mundo todo pode assistir e ver imagens impressionantes do circuito de Abu Dhabi e do Yas Hotel.

O autódromo Yas Marina Circuit, onde acontece o Grande Prêmio de Fórmula 1 de Abu Dhabi, foi desenhado por um conceituado arquiteto alemão, Herman Tilke, especialista no assunto, que assinou também outros conceituados circuitos como o de Singapura e o do Bahrein. A ideia de entrar para o calendário oficial da Fórmula 1 estava intimamente ligada ao desejo de criar também um destino turístico requintado, associado à imagem de glamour e exclusividade das corridas de Fórmula 1.

Em 2010, seguindo a temática das corridas, foi inaugurado o parque temático Ferrari World, com uma cobertura “vermelho Ferrari” com mais de 200.000 m2 que parece um “polvo” e ostenta o logotipo gigante da marca italiana de automóveis.

Recentemente, em 2013, foi inaugurado também um enorme shopping center, o Yas Mall, e um parque aquático temático, chamado “Pérola Perdida”, cujas atrações recontam as origens históricas dos Emirados, como a pesca e o comércio de pérolas e pedras preciosas. A ilha possui também um clube de golfe, diversos hotéis, resorts e a Yas Marina, com duas grandes áreas para cerca de 160 iates de até 66 metros de comprimento e um Iate clube. Bares e restaurantes nos hotéis e na marina e enormes espaços fechados para shows garantem também diversão noturna na ilha.


Mas o destaque principal é o Yas Viceroy Hotel que se destaca por sua implantação, praticamente dentro do autódromo e anexo à marina. A arquitetura do hotel, projeto do escritório Asymptote, impressiona. Por dentro e por fora. A planta em T “abraça” uma das pistas do autódromo e passa com uma ponte em aço por cima dele, para que todos os apartamentos desfrutem vistas privilegiadas do circuito e do entorno.

A estrutura da cobertura, que cumpre a função de proteger as fachadas do sol, também faz um movimento de “abraçar”, envolvendo todo o edifício com uma delicada pele curvilínea de forte impacto visual. É um espetáculo a parte, tanto de dia quanto à noite.

Essa pele que envolve o hotel é composta de pequenas estruturas de vidro fixas que formam uma malha, chamada “gridshell”. A imagem do hotel, tão intimamente ligada à do circuito, foi o que tornou icônica a imagem do complexo de Yas Island em 2009 e atraiu a atenção do mundo.


O design de interiores do hotel segue a temática das corridas, com o piso marcado por linhas ora curvas, ora retas que remetem ao circuito. Diversos elementos da decoração remetem ao “gridshell”, como biombos, cadeiras etc.

É um projeto verdadeiramente poético. Sua forma orgânica, leve e envolvente e o dinâmico show de luzes coloridas em LED´s à noite ajuda a compor ainda mais o espetáculo que é esta arquitetura.

Em setembro de 2015, a ArqTours teve o privilégio de visitar as dependências do hotel Yas Viceroy durante a Missão Técnica Singapura + Emirados Árabes e pudemos ver de perto esta pérola da arquitetura contemporânea.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Casual Dining Experience – Phil´s Fish Market, Califórnia

Como todos sabem, o meu ganha-pão e o sucesso de minha agência de viagens, Arqtours, está intimamente ligado ao desenvolvimento de roteiros de viagens especiais com teor e visitas técnicas de arquitetura, sempre ultra recheados de programas diferentes, dicas imperdíveis que fogem dos pontos turísticos convencionais e que acrescentam um algo a mais a cada viagem realizada.
Pois bem.
Agora, em julho passado, o desafio foi montar um roteiro mais que especial para clientes mais que exigentes e atentos: toda a minha família na Califórnia!
Tentando de todas as formas superar o velho ditado sobre a “casa de ferreiro”, criei um roteiro mais que especial. Começamos por São Francisco e fomos descendo: Monterey, Carmel, as aclamadas milhas de Pebble Beach, todo o caminho e as paisagens do Big Sur (inesquecível!), Los Angeles com suas praias e atrações malucas, culminando em Ananheim, terra natal do famoso ratinho das orelhas redondas.
No roteiro, um pouco de tudo: cultura nos museus de São Francisco, diversão a altura dos baixinhos e dos altinhos na Disney, Universal e no Aquário de Monterey e como não poderia faltar, muitas compras nos vários outlets e grandes supermercados pelos quais passamos (tudo dentro do roteiro e do cronograma!!). Sempre que possível colocava alguma refeição num local diferente, para fugir dos inevitáveis sanduíches de fast foods, dos Starbucks e Olive Gardens da vida...observando apenas que não tenho absolutamente NADA contra o Olive Garden....aliás, adoro, e este lugar já me salvou muitas vezes nos “States”. Comida boa, tem salada, preço justo e “kids friendly”. Tudo que se procura numa viagem exatamente como esta que estávamos fazendo.
E foi procurando por lugares assim: que aceitassem bem os baixinhos e tivessem um menu legal para todos, que descobri um dos grandes achados desta viagem: Phil´s Fish Market & Eatery. Melhor noite casual, sem dúvida.
Não está no ZAGAT. Não está no Michelin. Encontrei a dica em sites locais, onde moradores da região recomendavam, e depois confirmei a informação numa “fonte segura”(!!!): nas redes sociais, onde estavam falando muito bem deste lugar, combinando de se encontrar lá, de ir com a família, essas coisas....assim, mais ou menos como quando a gente combina o chope ou o pastel de sábado pela manhã, sabe? E eu fui na deles....
O lugar fica escondido, local um tanto deserto, na praia, em Moss Landing, e apesar de já ser quase em Monterey fica longe de tudo. Chegar até lá foi fácil graças a Mathilda (apelido que as crianças deram ao GPS), mas exigiu planejamento prévio, já que estávamos neste dia saindo de São Francisco em direção a Monterey e o restaurante fica um pouco antes de chegar na cidade, e eu queria muito chegar lá  antes do por do sol, para que eles pudessem ter esta experiência de ver o sol se por pela primeira vez nas águas do Pacífico (e também porque o restaurante fecha às 9... Mania de americano de jantar cedo...)
Na praia, pé na areia mesmo, e é um mercado de peixes frescos também. Na entrada, pela peixaria, frutos do mar e peixes no gelo, lagostas e caranguejos vivos em grandes tanques. Ma beleza, para quem aprecia, como eu.
Depois, um pequeno bar e chega-se então o pequeno restaurante, “Eatery”,  metade fora e metade dentro da área da “peixaria”.
Piso desgastado de madeira, mesas com bancos ou cadeiras também de madeira, tudo muito simples e muito rústico, sem frescuras. O menu é uma mistura de comida mediterrânea/ italiana com várias boas massas, tudo com muito “seafood”. Delícia!
A especialidade é o Cioppino, espécie de ensopado de peixe e frutos do mar, que pode ser servido num prato fundo como uma sopa ou dentro de um maravilhoso pão, parecido com um pão italiano redondo, chamado Sourdough Bread, tem muito na Califórnia. A verdade é que as opções são muitas e as porções são imensas. Para ter idéia: tem um balcão só com embalagens descartáveis de todos os tamanhos e com todos os “amarrilhos” necessários para pegar a vontade e levar para casa tudo o que sobrar.

 Você escolhe os pratos no extenso menu, pega a fila do caixa, faz o pedido, paga e recebe um número para colocar sobre a mesa e esperar, além do ticket para pegar as bebidas no bar. Pegamos nossas bebidas e fomos procurar uma mesa.  A esta altura, as crianças já estavam se divertindo, e caminhando na praia ali logo em frente.
A espera foi também maravilhosa: música ao vivo, com uma banda de senhores sessentões animadíssimos tocando Rock and Roll das antigas para uma plateia tão animada quanto eles próprios. Parecia que todos se conheciam. Estavam no quintal de casa, ou melhor, na praia...  Ora ou outra, os cantores “abriam o microfone” e se revezavam com alguns fregueses mais entusiasmados e muito bem afinados por sinal, e até alguns garçons colaboraram cantando em espanhol. Naquela noite, teve até uma canja de uma menininha de uns 6 aninhos que corajosamente agarrou o microfone e cantou musiquinhas tipo “Itsy Bitsy Spider” e foi praticamente ovacionada pelos próprios pais corujas  e por tantos outros papais e mamães que se identificaram, inclusive nós mesmos. Uma graça. Muito família.
Veja este videozinho meu, no You tube, clicando aqui
No corredor que dá para os banheiros, um mapa múndi com inúmeros daqueles alfinetes de cabeça colorida provavam que gente do mundo inteiro já havia estado lá (mesmo sem estar no Michelin...)
E assim, nossa noite rendeu. Muita musica, comida fresca e de primeira, primeiro por do sol sob o Pacífico e um bom acolhimento para as crianças. O melhor de tudo? As pessoas!!! Sem dúvida, a alma do lugar são as pessoas que o frequentam!!! E ali, isto ficou mais que evidente!!! É isto que faz o ambiente e isto é algo que Mastercard não compra...

Fica a dica:
Phil´s Fish Market - 7600 Sandholdt Rd, Moss Landing, CA 95039

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Moderno e sotisficado

Melhor dizendo: sofisticado, moderno e sa-bo-ro-so! Assim é o River Cafe, o italiano moderno de Londres.
É certo que hoje em dia, no mundo todo, são muitos os restaurantes italianos de uma nova geração, mais moderna, cujo estilo está há anos luz das cantinas e trattorias com aquelas garrafas de Chianti enfeitadas com fitilhos “verde, rosso e bianco” pendurados no teto e máscaras de Veneza pelas paredes...mas uma coisa é
certa: mesmo que hajam muitas cozinhas italianas modernas, esta é diferente.




E se você for arquiteto ou amante de arquitetura, vai ganhar um plus a mais:
Poderá apreciar, logo ali ao lado, na esquina, na fachada de vidro de um prédio baixinho, as maquetes de obras internacionalmente conhecidas como a do Centro Georges Pompidou em Paris...isso! aquele prédio todo colorido com as tubulações aparentes! é o atelier de ninguém mais ninguém menos que Richard Rogers, arquiteto de pais britânicos (mas que nasceu em Florença)que assim como Foster recebeu o título de “Sir” da Casa dos Lordes em 1996. Grande arquiteto, de projeção internacional.
Sobre o restaurante, a chef e proprietária do River Café é Ruth Rogers, esposa do arquiteto.




O local foi aberto em 87, para ser um café e ponto de encontro dos funcionários do escritório de arquitetura de Rogers, e tem um jardim em frente,
com vista para o Tâmisa. Ganhou fama, uma estrela no Michelin em 97 e hoje atrai gente muito bonita e abastada, locais e gente do mundo todo, amantes da boa gastronomia.
O ambiente lembra em tudo o estilo de Rogers, que reformou o lugar em 87. (Fui ao banheiro e ficava pulando de alegria!! Nossa! Olha a porta colorida!!! Olha o tampo da mesa!!! olha tudo!! Richard Rogers!!!...se voc~e é arquiteto, deve estar entendendo minha empolgação..)
O Menu traz pratos com ingredientes da estação, e está sempre mudando.




Menu simples, imperdível e saboroso. O que faz realmente a diferença é a qualidade dos ingredientes, temperos e claro as mãos de Ruth que transformam um espinafre cozido, ou um pedaço de polenta ou uma flor de alcachofra numa verdadeira experiência... muito, muito bem feito...tudo, inclusive as pastas “ hand made” e as carnes que ficam assando na cozinha, às vistas de todos num lindo e imenso forno imenso que compõe perfeitamente com a arquitetura do lugar.



São umas cinco ou seis opções de entrada, de primeiro prato e de segundo, numa folha impressa.
No verso, sobremesas, sorvetes e queijos fecham o menu...A seleção de vinhos é
formada exclusivamente por italianos...por mim tudo bem...claro ue não deu pra pedir nem um Amarone, nem um Brunello...teve que ser um vinho mais simples...aí, pedimos dois...hehehe...



A sofisicação fica por conta da assinatura de Richrd Rogers no projeto, pelo escritório ali do lado e pelos ingredientes de procedência indiscutível, o moderno fica por conta da clientela e também do ambiente...e o sabor...ah! Isto está nas mãos e criações de Ruth!
Grande noite! Memorável...




Para mais fotos de The River Café, clique aqui e confira o album no PICASA:









Filleto diManzo que fi assado bem ali, no fundo do salão, num forno que fica aparente para todos!






Branzino. Este foi meu secondo! (o Primo foi um ravioli - confira mais imagens no PICASA:https://picasaweb.google.com/quelpalhares/TheRiverCafeLondon?authuser=0&feat=directlink

Duas obras de Foster em Londres

O Museu Britânico é parada mais que obrigatória para qualquer turista em Londres. Acervo incrível de proporções colossais (são mais de 7 milhões de objetos, de todos os continentes), peças raras, de grande valor histórico que nos permitem uma verdadeira imersão na história e na cultura das civilizações.

O mais interessante é que além de parada obrigatória por conta de seu acervo, na última década o Museu foi se tornando cada vez mais um local de passagem obrigatória para muitos dos habitantes que no seu dia a dia costumam caminhar ou descansar por ali. No coração dos edifícios neoclássicos que abrigam as coleções, o grande quadrilátero que no projeto original ficava a céu aberto, recebeu no ano 2000, em comemoração ao novo milênio, uma imensa cobertura translúcida criada pela arquiteto e Lorde inglês, Sir Norman Foster.
Visto de fora, o Museu já é bastante imponente, desde os portões de entrada até suas colunas na fachada e a escadaria principal, mas lá fora não há nada, nenhum sinal, nenhuma dica sequer sobre a cobertura e esta “praça coberta” que lá dentro se revela. Talvez por isso, ela ainda hoje continue surpreendendo quem visita o museu pela primeira vez. A estrutura e os vidros sugerem movimento, a cobertura como um todo criaum “link” entre as salas do acervo que ficam ao redor do quadrilátero e promove a entrada da luz natural e um grande bem estar, tanto no inverno quanto no verão, tudo muito convidativo, muito agradável. Não é à tôa que as pessoas que por ali moram ou trabalham costumam cortar caminho por dentro do museu, percorrendo o “Great Court”, de um lado a outro,e também se apropriam daquele espaço de várias maneiras, como uma praça fechada onde se pode ficar e além de tudo respirar toda aquela cultura milenar.

Já do outro lado do Tâmisa, um outro projeto de Foster, este exposto em toda a sua exuberância e visível às margens do rio a quilômetros de distância, provoca também sensações em quem o vê.

Inaugurado em 2002, o City Hall tem uma arquitetura toda peculiar, tanto por fora quanto por dentro. Um volume que parece uma esfera modificada, muito mais que uma simples elipse, um edifício que não se sabe ao certo onde é a frente e onde ficam os fundos e que veio ao longo destes anos recebendo de londrinos e de turistas muitos apelidos, alguns carinhosos outros nem tanto.

Este foi o primeiro edifício de uma série de obras que foram sendo erguidas em Southwark, a fim de renovar toda a região e criar uma nova vida e uma nova identidade para estre trecho ao sul do Tamisa.

O volume inusitado da prefeitura já virou cartão postal da cidade, e para os turistas, são contadas histórias poéticas que justificariam a sua forma, mas é muito importante ter ciência de que a forma do edifífcio vai muito além de razões puramente estéticas: para se chegar nesta forma, o edifício foi estudado e reestudado em odelos computadorizados para que alcançasse os melhores níveis de eficiência energética possíveis e aqui vãoalgumas considerações para que, em sua próxima visita a Londres, possa olhar o City Hall com outros olhos:

De todas as formas sólidas, a esfera tem a menor área de superfície em relação ao volume. Com esta esfera modificada, o edifício passa a ter aproximadamente 25% menos área de fachada do que, por exemplo, um edifício quadrado, com o mesmo volume. Minimizando a área de superfície do edifício, a perda ou ganho de calor não desejado pode ser evitado.

A sua inclinação, com cada pavimento se sobrepondo ligeiramente para fora em relação ao inferior, também é favorável à eficiência energética: desta forma, na face sul (mais ensolarada) cada pavimento sombreia o de baixo, evitando o excesso de radiação solar e portanto diminuindo a demanda energética e o consequente uso de ar condicionado.

Na face norte, onde o edifício recebe menor radiação solar, pode-se abrir as janelas da fachada para a entrada de luz natural e permitindo ainda, neste caso, ampla vista do rio.

Modelagens computacionais com muitas análise integradas estudaram a forma e demonstraram como mover as correntes de ar através da construção, e a planta do interior do edifício também foi definida de forma a maximizar a ventilação natural.
Neste projeto, Foster usou a experiência adquirida no Reichtag de Berlim, e aparece novamente a rampa helicoidal que percorre todo o edifício por dentro e proporciona bons níveis de isolamento acústico, como também foram alcançados anteriormente na sede do Parlamento Alemão em Berlim.

Mas para que nã seperca o ar poético e estético, o comentário é que a rampa que se vê desde lá de fora representa o acesso aos governantes e a transparência dos mesmos. ´
O que posso assegurar com toda a certeza, é que poesia mesmo foi subir aquela rampa, e que a transparência, pelo menos de dentro pra fora nos permite ver a porção norte Londres e o Tâmisa ficando bem aos nossos pés. E apesar da pouca altura do edifício (10 andares), do último andar tem-se vistas de tirar o fôlego da famosa Tower Bridge, da Torre de Londres e do aglomerado de edifícios altos do outroladodo rio...nesta hora, não dá pra ficar pensando em eficiencia energéitca e ar condicionado, iluminação natural...só dá pra sentir...e viajar na historia e na arquitetura que só os olhos podem ver... Pura poesia!




terça-feira, 12 de abril de 2011

Green Buildings em Nova York em Julho


Caros colegas,
Está pronto o pacote para a IV Missão Técnica green Buildings em Nova York.

Desta vez, a proposta é unir o útil ao agradável: além dos compromissos profissionais, visitas técnicas e abrodagem das questões de sustentabilidade, estendemos a viagem (agora com 9 noites) para que possamos aproveitar a oportunidade desta data e participar das comemorações do 4 de Julho em Manhattan, com sua inesquecível queima de fogos e muitas oportunidades de boas compras a preços reduzidos desta época do ano. Visitaremos Nova York em Julho, quando o clima propicia agradáveis caminhadas e a cidade vibra com muitas atividades ao ar livre.

A viagem inclui visitas técnicas aos principais Green Buildings da cidade, alguns deles os primeiros e maiores do mundo com acompanhamento desde o Brasil. Visitaremos empreendimentos, escritórios e profissionais seriamente envolvidos com as questões de sustentabilidade na Construção Civil.
Para reservar sua vaga para esta Missão, gentileza entrar em contato conosco o quanto antes para garantir as melhores condições.

Programa Preliminar - NY, De 01 a 11 de Julho de 2011
Dia 01 de julho, sexta-feiraEmbarque no Aeroporto de Internacional de Guarulhos em São Paulo em vôo direto com destino a Nova York
Dia 02 de julho, sábadoChegada em NY, traslado e acomodação no hotel. Dia livre para descanso e compras.
Dia 03 de julho, domingoDia livre – dedicado às compras – Opcional: Outlet Woodbury Premium
Dia 04 julho, segunda-feira
Feriado 4 de julho –jantar com queima de fogos no Pier 59 – (5pm às 10 pm)
Dia 05 de julho, terça-feiraDia dedicado a visitas técnicas.
Dia 06 de julho, quarta-feiraDia dedicado a visitas técnicas.
Dia 07 de julho, quinta-feiraDia dedicado a visitas técnicas.
Dia 08 de julho, sexta-feiraDia dedicado a visitas técnicas.
Dia 09 de julho, sábadoDia livre
Dia 10 de julho, domingoDia livre
Dia 11 de julho, segundaEm horário oportuno, traslado para o aeroporto e retorno a São Paulo.


Consulte-nos sobre valores, condições de pagamento e saídas de outras cidades.

Arq. Raquel Palharesraquel@arqtours.com.br

Avenida Nove de Julho, 5345 - 1o. andar, Cj 11
F/Fax: + 55 11 3073 1153 / 3073 0693
São Paulo-SP - CEP 01407-200

sábado, 12 de março de 2011

Próximas Missões

Caros colegas,
O pacote para o BATIMAT 2011 já está pronto!
Este ano, o Batimat promete muitas novidades e o Brasil será o convidado de honra em Paris: Clique aqui para ver esta notícia

AGENDE-SE:

MISSÃO TÉCNICA BATIMAT PARIS 2011 - De 05 a 13 de NOVEMBRO de 2011

O pacote, conta com passagem aérea em vôo direto TAM, 7 noites de hospedagem com café, visitas técnicas, além de amenidades e um acompanhamento diferenciado desde o Brasil.
Para mais informações e valores para este pacote, entre em contato comigo por email e terei o maior prazer em atendê-lo!
raquel@arqtours.com.br
55 11 9126-9968

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Encantadora Amsterdam

Na minha opinião, o melhor de Amsterdam está na beleza de seus canais e hidrovias. Caminhar por eles é uma experiência e tanto. Sentar-se em um de seus cafés observando a paisagem e o vai e vem dos barcos também.
Amsterdam também tem importantes museus, vida cultural intensa, mas o que mais gosto de fazer quando estou lá é aproveitar um tempo livre para conhecer e viver a cidade, caminhar e observar a arquitetura de suas casas ao longo dos canais.
A arquitetura destas casas é bastante homogênea no seu gabarito transmitindo grande uniformidade à primeira vista. Porém, sua arquitetura é muito rica e diversificada em seus ornamentos de fachada, diferentes tipos de frontões, cornijas, mansardas e muitos elementos decorativos que imprimem personalidades diferentes a cada uma delas.
Uma curiosidade em relação a estas casas de Amsterdam diz respeito à inclinação de suas fachadas: as fachadas das casas tinham uma inclinação proposital e muitas ainda conservam também os ganchos no frontão. Estas duas soluções juntas permitiam que os produtos fossem içados até o sótão sem bater nem danificar as janelas dos andares inferiores. Também, outra curiosidade, são as amplas aberturas de janelas em muitas delas, de forma a reduzir o peso da própria construção.
No anel de canais do século XVI, região mais ao sudoeste e sul em relação ao centro antigo, há um trecho conhecido como A Curva do Ouro, onde se concentram algumas das casas de canal mais suntuosas e ornamentadas do século XVII e XVIII, originalmente ocupadas pelos mais ricos comerciantes, políticos e grandes construtores de embarcações. Estas pequenas “mansões” foram construídas com arenito importado, muito mais caro que o tijolo e a pedra, largamente empregados nas casas de canal mais comuns.
Mas todas.sem exceção, de tijolos, pedras ou do tal arenito, são encantadoras. Para mim, o mais legal mesmo é sair caminhando, descobrindo e vivenciando os canais.
Dá para tentar imaginar, pela fachada, os gostos dos primeiros moradores, o quanto queriam ostentar, ou o quanto preferiam ser mais discretos. É interessante ficar supondo,imaginando quando cada uma foi construída, tentar observar os ornamentos dos frontões, indagar-se quais delas tem os pátios e jardins internos mais conservados e usados ainda hoje... enfim, curtir esta cidade única e deixar o pensamento voar.
E assim, entre um canal e outro, com a vista maravilhosa de todas aquelas casinhas coladinhas umas às outras, curtir a cidade de verdade, envolver-se com ela.
Antes das casas terem numeração, havia o costume de esculpir na fachada uma placa de pedra com a profissão do dono.
E isto está conservado, em muitas delas, até hoje. É muito legal quando encontramos uma destas, entre tantas casas semelhantes e entre tantos canais, sem precisar de roteiro, de guia de turismo com “passo a passo ou rua a rua”. Simplesmente, como dizem os franceses, flanar...ok. gostei. Flanar também por Amsterdam...
Agora, escrevendo este post, comecei a me lembrar de tantas e tantas fotos que já tirei ali. Preciso dar uma pesquisada em meus arquivos. Vou procurar para ilustrar. Mas por enquanto, achei somente esta. Que fique como incentivo para que você procure por outras, pesquise imagens dos canais, das placas e ornamentos, ou simplesmente...imagine... ou, melhor ainda, tenha vontade de vivenciar estes encantos e programe-se para conhecer Amsterdam.. Se for com o ArqTours, melhor ainda!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Missão Técnica Ecobuild Londres 2011

Caros colegas,

é com satisfação que anuncio e convido a todos para mais esta Missão Técnica ArqTours:

Ecobuild 2011 + Amsterdam

De 26 de fevereiro a 07 de Março

Esta Missão possui um roteiro especial para arquitetos, engenheiros, construtores, e demais profissionais que queiram saber mais e se aperfeiçoar sobre as tecnologias e processos construtivos disponíveis para a construção sustentável.

Através de troca de experiências e networking com empresas e profissionais locais, o objetivo é a aquisição de conhecimentos quanto a tendências e práticas sustentáveis para aplicação no Brasil.

Com visitas técnicas a edifícios, a escritórios de arquitetura e consultorias de projeção internacional e visita a feira EcoBuild 2011, conheceremos de perto e em profundidade o que está se fazendo de melhor em termos de construção sustentável na Europa.

Sobre a feira: A feira EcoBuild ocorre anualmente em Londres e tem crescido bastante, juntamente com o interesse geral em todo o mundo pelas questões relacionadas à Arquitetura e Construção Sustentável e é hoje um dos maiores eventos do planeta na área.

Durante o evento ocorrerão diversos seminários e conferências dos quais poderemos também poderão participar todos os interessados.

Valores por pessoa em dólares para saída de São Paulo para grupo mínimo de 20 participantes:

Apto Individual US$ 4.280,00

Apto Duplo US$ 3.250,00

Valores sujeitos a alteração sem aviso prévio. Consulte-nos sobre condições de pagamento

Consulte-nos para saídas de outras cidades.


Mais informações e roteiro completo consulte pelo email:
raquel@arqtours.com.br

T/F: + 55 11 3672 6672 - Cel: 9126 9968

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Em busca de um sonho no deserto

Uma utopia verde se ergue do deserto árabe

Em 2007, quando o governo local anunciou o projeto da "primeira cidade de carbono zero" nos arredores de Abu Dhabi, muitos ocidentais o consideraram um golpe de efeito -uma imitação da torre de 828 metros de altura no deserto e do arquipélago de ilhas artificiais em forma de palmeiras em Dubai.

A cidade, chamada Masdar, seria um quadrado perfeito, com cerca de 1,5 km de lado, levantado sobre uma base de 7 metros de altura para captar as brisas do deserto. Abaixo de seu labirinto de ruas exclusivas para pedestres, uma frota de carros elétricos sem motoristas navegaria silenciosamente por túneis com iluminação suave. O projeto lembra ao mesmo tempo uma fortaleza murada medieval e uma versão atualizada da Terra do Amanhã na Disney World.
Bem, essas primeiras avaliações estavam erradas. No final de setembro, enquanto as pessoas começavam a se mudar para a primeira parte concluída do projeto, uma área de 14 mil metros quadrados ao redor de um instituto de pesquisa voltado para a sustentabilidade, ficou claro que Masdar é mais ousado e arriscado.

O lugar mistura design de alta tecnologia com antigas práticas de construção em um modelo intrigante de comunidade sustentável, mas também reflete a mentalidade de bairro murado que tem se espalhado como um câncer por todo o mundo. Sua pureza utópica e seu isolamento da vida na cidade real vizinha se baseiam na crença de que a única maneira de criar uma comunidade realmente harmoniosa é cortá-la do mundo em geral.

O criador da cidade, a firma Foster & Partners, conhecida por suas façanhas tecnológicas, trabalhou em uma visão social interessante, em que a tradição local e o impulso em direção à modernização não entram mais em conflito.

Norman Foster, o sócio principal, disse que começou com um estudo meticuloso dos antigos assentamentos árabes, incluindo a antiga cidadela de Alepo, na Síria, e as torres de apartamentos com paredes de barro em Shibam, no Iêmen, que datam do século 16. "A ideia foi recuar e compreender os fundamentos" de como essas comunidades se tornaram habitáveis em uma região onde o ar pode dar a sensação de 65 graus, disse Foster.

Uma das descobertas feitas por seu escritório foi que os assentamentos eram, muitas vezes, construídos sobre terreno elevado, não apenas por razões defensivas, mas também para aproveitar os ventos mais fortes. Alguns também usavam altas "torres de vento" ocas para canalizar o ar para baixo, até o nível da rua. E as ruas estreitas -que eram quase sempre transversais à trajetória do sol, de leste para oeste, para maximizar a sombra- aceleravam o fluxo de ar pela cidade.

A equipe de Foster estimou que ao combinar essas abordagens poderia fazer Masdar parecer até 50% mais fresca. Assim, eles poderiam diminuir pela metade a quantidade de eletricidade necessária para fazer a cidade funcionar. Cerca de 90% da energia utilizada deverá ser solar, e o restante virá da incineração do lixo (que produz muito menos carbono do que amontoá-lo em depósitos).

Masdar fica a 30 km do centro de Abu Dhabi. Segue-se por uma estrada estreita que passa por uma refinaria de petróleo e trechos desolados de deserto, até alcançar o muro de concreto liso de Masdar e descobrir a cidade acima dele. De lá, uma rua segue em túnel pela base até uma garagem logo abaixo da borda da cidade.

Sair desse espaço para uma das estações de "Trânsito Rápido Pessoal" faz lembrar os cenários desenhados por Harry Lange para "2001: Uma Odisseia no Espaço". Você está em um salão grande e escuro, diante de uma fileira de carros brancos em forma de vagem, alinhados em baias retangulares de vidro. A luz do dia desce por um muro de concreto aparente atrás deles, o que sugere a vida lá em cima.

Os primeiros 13 carros elétricos futuristas de uma frota projetada de centenas estavam sendo testados no dia da minha visita, mas assim que o sistema estiver instalado, dentro de algumas semanas, um usuário poderá entrar em um carro e escolher o destino em uma tela de LCD. Então o veículo silenciosamente entrará no tráfego, parecendo se conduzir sozinho por uma rede de rotas no subsolo da cidade elevada.

Não há cabos nem trilhos.

Os prédios que foram construídos até agora têm dois estilos. Laboratórios dedicados a desenvolver novas formas de energia sustentável e afiliados ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts estão abrigados em grandes estruturas de concreto revestidas de painéis semelhantes a travesseiros de etileno-tetrafluoretileno, um plástico translúcido superforte que se tornou moda nos círculos de arquitetura contemporânea por sua aparência elegante e durabilidade. No interior, grandes pisos abertos foram projetados para dar maior flexibilidade.

Os prédios residenciais, que por enquanto abrigarão principalmente professores, alunos e suas famílias, adotam um vocabulário arquitetônico mais tradicional. A fachada ondulada de concreto em treliça é inspirada nas telas mashrabiya, comuns na região. A treliça bloqueia a luz direta do sol e protege os interiores da visão, enquanto as curvas proporcionam vistas angulosas do exterior, de modo que os moradores dos apartamentos nunca olham diretamente para as janelas dos prédios em frente. Como muitos campus universitários do Oriente Médio, o bairro é segregado por gênero -as mulheres e famílias vivem em uma extremidade e os homens solteiros, na outra. Cada ponta tem uma pequena praça pública, que funciona como seu centro social.

A medida mais radical de Foster foi a maneira como ele lidou com um dos maiores desafios urbanísticos do século passado: o que fazer com os carros. Não apenas ele fechou Masdar totalmente para veículos de motor a combustão, como enterrou seus substitutos -a rede de carros elétricos- embaixo da cidade. Os carros tradicionais são detidos nos perímetros.

Mas muita gente se pergunta, apesar do brilhantismo técnico e da sensibilidade às normas locais, como Masdar pode atingir a riqueza e a textura de uma cidade real. Com o tempo, um sistema de trem leve a ligará a Abu Dhabi, e a vida nas ruas sem dúvida ficará mais animada quando a população crescer para os projetados 90 mil. Foster disse que a cidade foi pensada para abrigar um corte transversal da sociedade, de estudantes a trabalhadores em serviços. "Não se trata de exclusão social", acrescentou.

Mas Masdar parece a realização dessa ideia. Desde a morte da noção de que um planejamento consciente poderia melhorar o destino da humanidade, em algum momento na década de 1970, tanto os megarricos quanto as classes médias instruídas cada vez mais encontraram alívio isolando-se em uma variedade de miniutopias.

Isto envolveu não apenas a proliferação de comunidades suburbanas fechadas por muros, mas também a transformação dos centros urbanos de lugares como Paris e Nova York em playgrounds para os turistas e os ricos. Masdar é o apogeu dessa tendência: uma sociedade autossuficiente, sobre um pedestal e fora do alcance da maioria dos cidadãos do mundo.

Fonte: Nicolai Ouroussoff, New York Times / Folha de S.Paulo - Outubro 2010

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/newyorktimes/ny0410201001.htm

Vídeo:
http://www.ecobuilding.com.br/video/127/

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pacote Dubai

Caros colegas,


Missão Técnica Dubai & Abu Dhabi 201020 a 29 de novembro de 2010
Participe!

Tudo parece ser possível em Dubai: alguns dos mais altos, incluindo o mais alto edifício do mundo, arquipélagos artificiais gigantescos, pistas de esqui na neve no meio do deserto, edifícios giratórios, campos de golfe totalmente iluminados, quadras de tênis a 200 metros de altura, praias refrigeradas, zoológico submarino, o maior aeroporto, o maior shopping center, o maior hotel, o maior museu, o maior parque aquático, o maior parque de diversões do mundo, tudo isto já tem ou está sendo feito lá.

Nesta viagem conheceremos de perto alguns destes empreendimentos e visitaremos Abu Dhabi, que vem se consolidando como a capital cultural do oriente.
Nesta oportunidade, visitaremos também uma das mais bem sucedidas feiras em Dubai, a Big 5, que apresenta pavilhões com todos os mais importantes exportadores, além de importantes empreiteiras, construtoras, importadoras e distribuidoras nacionais.
A Big 5 acontece anualmente e é considerado o evento mais importante para a industria de construção do Oriente Médio. Combinando sete grandes exibições – Construção, Tecnologia hídrica e Ambiente, Ar condicionado e Refrigeração, Limpeza e Manutenção, Vidro e Metal, Banheiros e Cerâmica, Mármores e Pedras em um mesmo local, conta com a participação de mais de 2.000 empresas de 67 países e mais de 50.000 visitantes.

PROGRAMA:
20/Nov (sábado) – São Paulo – Encontro no aeroporto internacional de Guarulhos e check in no vôo da Emirates.
21/Nov (domingo) – São Paulo/Dubai – Embarque com destino a Dubai. Chegada no final da noite e acomodação.
22/Nov (segunda-feira) – Dubai – City tour terminando com almoço típico (incluído). Após almoço, visita à feira Big 5.
23/Nov (terça-feira) – Dubai – Dia dedicado a feira Big 5.
24/Nov (quarta-feira) – Dubai – Visitas técnicas. Neste dia visitaremos as duas mais importantes incorporadoras e construtoras de Dubai e visita a Torre Burj Kalifa.
25/Nov (quinta-feira) – Dubai/Abu Dhabi – Pela manhã saída para Abu Dhabi. Chegada em Abu Dhabi e visitas técnicas. Após as visitas, acomodação e noite livre.
26/Nov (sexta-feira) – Abu Dhabi – City tour com visita a Mesquita pela manhã. Tarde livre.
27/Nov (sábado) – Abu Dhabi/Dubai – Logo após o café, saída para Dubai. Chegada em Dubai e acomodação. Restante do dia livre.
28/Nov (domingo) – Dubai – Dia livre. Sugerimos passeio opcional – Safari no Deserto com jantar.
29/Nov (segunda-feira) – Dubai/São Paulo – Logo pela manhã embarque para o Brasil. Chegada em São Paulo no começo da noite.
Valores por pessoa em Dólares para saída de São Paulo*:

Apto Individual Apto Duplo
US$4.570,00 US$3.785,00*
Valores para mínimo de 20 participantes em pacote completo.
Pacote completo inclui:
§ Hospedagem nos hotéis Coral Deira em Dubai e Alof em Abu Dhabi ou similares com café da manhã;
§ Passagem aérea, São Paulo/Dubai/São Paulo em classe econômica voando Emirates;
§ Traslados aeroporto/hotel/aeroporto em Dubai;
§ 01 dia de visita técnica em Dubai;
§ 01 dia de visita técnica a Abu Dhabi;
§ ½ dia de city tour em Dubai e Abu Dhabi;
§ 1 almoço típico em Dubai;
§ Ingresso para a feira;
§ Seguro viagem;
§ Acompanhamento técnico para grupo mínimo de 20 pessoas.
§ Acompanhamento de 1 representante da operadora desde o Brasil (para 20 pessoas viajando juntas)
§ Guia de Arquitetura exclusivo sobre Dubai e Abu Dhabi

Não inclui:
§ Taxas de embarque; despesas extras de caráter pessoal.
§ Taxas para obtenção do visto;
§ Tudo que não constar como incluído.
Mais informações e reservas:

ArqTours by Raquel Palhares
(11) 9126 9968

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Espetáculos Broadway

Em Manhattan, as opções são quase infinitas: musicais, dramas, comédias, shows de jazz e muitos outros ritmos.

Um mundo de espetáculos acontecendo todos os dias da semana na “cidade que nunca dorme”, numa das regiões mais iluminadas e visitadas do planeta. Os campeões de audiência da Broadway continuam sendo os “clássicos” Chicago, O Rei Leão, Pequena Sereia, Fantasma da Ópera, Mary Poppins, Hairspray e Mamma Mia, também explorados pelo cinema e muitos deles já exibidos aqui no Brasil com sucesso e qualidade indiscutível. Mesmo com suas temáticas conhecidas, valer a pena assistir pela relevância e grandiosidade destes espetáculos.

Recentemente, alguns musicais tornaram-se muito concorridos e vem tomando a cena na Broadway e atraindo multidões. Premiadíssimos com vários “Tony Awards”, o prêmio máximo, o “Oscar” dos expetáculos, os campeões dos últimos anos são:

Jersey Boys
(August Wilson Theatre 245 West 52nd Street),
Conta a trajetória de Frankie Valley e dos Four Seasons, garotos de New Jersey que consquistaram a fama e se transformaram em uma das maiores sensações da música pop americana.

In The Hights (Richard Rodgers Theatre 226 West 46th Street)
Conta a história da comunidade porto riquenha, ao norte da ilha, que luta pela sua identidade. Show com muita música latina e ritmos urbanos, como hip hop e street dance. (Minha opinião: vá se você já viu os mais manjados, vale a pena mesmo!)

Billy Elliot (Imperial Theatre 249 West 45th Street)
História de um menino pobre, filho de operários, que queira ser bailarino. Muita emoção em um espetáculo de ballet nada convencional com músicas de Elton John. Na minha opinião, um dos mais belos musicais em cartaz, e o Billy dá um show de dança e atuação!

Wicked é a história da bruxa boa e da bruxa má do Mágico de Oz, e narra como tudo começou, antes da Doroty chegar lá: (Gershwin Theater: 222 West 51st Street)
E last but not least, estreiou em março deste ano The Adams Family, a história bizzar daquela família que a-do-ro!(na 46th Street, entre a Oitava e a Broadway)

Também há muitas opções fora do circuito da Broadway.
Um pouco de informação...
O termo Off-Broadway, inicialmente, referia-se a espetáculos que eram lançados em teatros menores e com investimento menor, às margens das luzes dos grandes holofotes, para verificar a aceitação e audiência do público e críticas e aí então lançá-los na Broadway.
Os teatros Off-Broadway geralmente são menores e oferecem espetáculos menos grandiosos, mas tão bons quanto muitos shows da Broadway. Os teatros Off-Off Broadway, geralmente são teatros de vanguarda, com espetáculos experimentais e contemporâneos. Vale a pena pela experiência. Entre estes, destacamos dois excelentes espetáculos que exploram a música e percussão com objetos inusitados com inovação e criatividade. Já fui aos dois, "in loco" e recomendo:

Blue Man Group (Astor Place Theatre: 434 Lafayette St) Fone: 212-260-8993
Stomp (Orpheum Theater,126 2nd Ave, East Village) Fone: 212-477-2477
Os valores dos shows variam de US$55,00 a US$250,00 dependendo do horário e da localização dos assentos. Ingressos com antecedência e mais informações no site: Broadway Show Tickets em inglês: http://ppc.broadway.com/shows/tickets/category/broadway/
Ou em português:
http://www.ilovenytheater.com/pt/shows.php

terça-feira, 20 de julho de 2010

Um belo projeto de arquitetura do século XXI.

A real tradução da boa arquitetura contemporânea: programa criterioso e bem atendido, consciência ambiental e preocupação com o entorno: adequação de sua volumetria e de suas fachadas às necessidades do entorno e também às necessidades internas do edifício, atendendo com sucesso às expectativas de investidores, ocupantes e principalmente da cidade. Estas qualidades estão evidentes na esquina da 42nd street com a 8th Avenida em Nova York, no Eleven Times Square, que definiu um novo padrão de design de arquitetura para edifícios altos.

Recentemente concluída, venho acompanhando o andamento desta obra desde seu início, em 2007, ano após ano, como “pedestre-arquiteta”, passando pela 8 Avenida nas muitas e muitas andanças a Nova York, e venho admirando e desejando visitar a obra, desejo que, finalmente, este ano, em junho passado, tive o prazer de concretizar.

Além de atender às necessidades dos investidores e de seus ocupantes (40% do prédio já foi, assim que concluído, imediatamente ocupado por uma única firma de advocacia), tem um desenho único e práticas sustentáveis que vão além até mesmo dos seus vizinhos mais ecológicos e contemporâneos, como o The New York Times Building, a Hearst Tower, e o Bank of America e os pioneiros Conde Nast e Reuters (estes dois últimos, projetos do mesmo escritório de arquitetura do Eleven: FXFowle, que também foi parceiro local do Renzo Piano para o New York Times)

A torre, apesar de ser mais um grande arranha-céu de Midtown, relaciona-se muito bem com as ruas ao seu redor e é uma inserção muito agradável e bem vinda na região. São 40 andares e 1,1 milhão de metros quadrados, mas a torre está longe de se sobrepor à paisagem. Ali, numa das esquinas mais movimentadas do mundo, graças à sua forma, o edifício é dificilmente percebido como um arranha-céu de maneira imperativa.

Isso ocorre graças a uma volumetria criteriosamente estudada, e uma boa percepção do entorno e preocupação com os pedestres. Depois do sexto andar, o edifício recua em relação à rua e mais alguns metros acima novamente recupera a área, criando uma empena negativa, um desenho altamente eficaz (inclusive porque, claro, os andares superiores são mais caros).

Ao caminhar pela 42nd, por exemplo, o edifício não esconde o prédio de Raymond Hood (importante obra art-déco dos anos 30) e até o valoriza. O mesmo acontece no outro sentido, na Oitava Avenida, onde dois vizinhos mais recentes e tão altos quanto o Eleven, um de cada lado, também influenciaram seu desenho: o Westin Hotel, do grupo Arquitectonica, cujo volume conversa diretamente com o edifício, e também os chanfros e detalhes horizontais dos tubos cerâmicos do New York Times Building de Renzo Piano, na esquina ao sul.

O edifício tem soluções de fachada distintas em função da orientação e grande preocupação com a redução do consumo de energia. O escritório FXFowle trabalhou a dinâmica das fachadas de maneira a criar possivelmente o primeiro grande “arranha-céu solar” de Nova York: a fachada sul (mais ensolarada) apresenta brises de alumínio perfurado e seus vidros são mais refletivos que na fachada norte. O sistema utiliza painéis de vidro duplo com gás argônio em seu interior, o que garante melhor isolamento do que teria com vácuo, mais comumente usado. O sistema de fachada é estrutural, o que minimiza os pontos de transferência de calor, pois não há contato do ambiente interno com o externo.

Como quase todos os novos edifícios de escritórios de Nova York na era pós 11 de setembro de 2001, o 11 Times Square foi também construído com um “core” central de concreto e lajes estruturadas em aço, unindo a rigidez e resistência ao fogo próprias do concreto à versatilidade e leveza e à capacidade de vencer grandes vãos do aço. Neste caso, os arquitetos colocaram o “core” na parte interior do “L” que a implantação possui, deixando livres as fachadas e permitindo a ocupação de diferentes usuários nas diferentes fachadas (norte e sul).

A fachada norte é um pouco rotacionada em relação ao core do edifício, segundo os arquitetos, não apenas para evitar a vista do Westin Hotel logo ao lado, mas também para aproveitar melhor a vista do rio Hudson e de New Jersey a oeste, ao menos nos andares superiores.

Nos cantos do edifício, áreas tradicionalmente, nos edifícios comerciais, são valorizadas por serem ocupadas pelas salas de diretores e presidentes das empresas que ocupam o andar, não há pilares, para que as vistas sejam garantidas, sem impedimentos.
Arquitetura e volumetria adequadas, e soluções para reduzir ganhos de calor e perdas térmicas, de modo a diminuir os gastos com aquecimento e ar condicionado, além de tratamento do ar interno.

Realmente, um belo projeto de arquitetura.